A Credit Suisse, gestora do CSHG Real Estate (HGRE11), comunicou nesta quinta-feira (9) aos seus investidores por meio de relatório gerencial, os resultados do mês de agosto. Como complemento, os cotistas foram informados sobre a movimentação do portfólio do fundo.

Em relação ao mês de agosto, o HGRE11 apresentou uma receita total de R$ 9,9 milhões, o que levou a um resultado de R$ 7,7 milhões (R$ 0,65 por cota). Confira na tabela abaixo:

hgre11

A carteira de imóveis do fundo encerrou o mês de agosto com 23,44% de vacância física e 24,95% de vacância financeira. Veja no gráfico abaixo a evolução da vacância do fundo:

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A Credit Suisse disse que as vacâncias física e financeira tiveram um leve aumento em relação ao mês de julho por conta da devolução do 5º andar no Ed. Jatobá. 

Saída de locatários

Na verdade, parte do processo de desocupação do Edifício deve ser concluído até o fim do ano. Em contrapartida, a empresa Armac que havia locado o 7º andar, formalizou a expansão ao 6º andar. A gestão trabalha a possibilidade de ocupação também do 5º andar pela mesma empresa. 

Diante disso, a gestora avisou que, caso esta expansão seja concretizada, o HGRE11 não terá de vacância em relação aos espaços desocupados do imóvel citado. 

Ainda em relação à Torre Jatobá, a gestão destacou que tem existido boa procura para locação. A postura comercial do fundo tem sido agressiva, com boas expectativas de fechar mais locações até o fim do ano. 

Novas negociações

Em relação à Torre Martiniano, as negociações com a empresa interessada na ocupação de quase 50% da torre seguem em andamento. 

A gestão afirmou que o cenário ainda incerto traz maior lentidão nas discussões e aprovações internas da empresa em questão, “além da demanda ser de uma consolidação de algumas operações da empresa, o que deixa a análise mais complexa”. 

Além desse processo, a Torre Martiniano possui outras sondagens de alguns interessados. Mas nada de concreto fechou este último mês.  

Para ajudar nesta parte comercial, estão em fase de produção duas maquetes, uma que mostrará todo o complexo por fora e outra que ampliará os espaços internos para que seja mais compreensível o entendimento de todas as partes do prédio. 

Este material está em fase de produção e deve ficar pronto nas próximas semanas, assim como os móbiles com informações detalhadas do empreendimento. 

Sobre o Paulista Star, o fundo tem percebido uma mudança no perfil de interessados, cujo maior volume tem sido de áreas menores – de 1 a 3 andares. Tal mudança tem sido interpretada pela gestora como uma tendência de mercado. 

Na visão da gestão, as grandes empresas têm buscado prédios com lajes maiores e proximidade com transporte público, e as empresas menores preferem locais mais centrais e com maior disponibilidade de comércio e serviços ao redor, características dos Paulista Star. 

No momento, o fundo quer ocupar o prédio com diversos locatários. Isso pode ajudar a mitigar o risco de concentração e permitir buscar melhor precificação das locações. Confira abaixo o atual perfil do fundo em relação às suas locações:

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O HGRE11 está evoluindo na venda dos outros cinco andares que o fundo ainda detém do Ed. Mario Garnero, visando a composição do caixa para honrar os compromissos deste ano. O fundo precisa quitar a parcela final da aquisição do Ed. Chucri Zaidan e o término das obras da Torre Martininano. 

A conclusão da operação está prevista para ocorrer ao final do mês de setembro e início de outubro. 

Conheça o HGRE11

O CSHG Real Estate é um fundo imobiliário do tipo tijolo com foco no mercado de escritórios comerciais. 

O fundo em questão possui patrimônio líquido de R$1,6 bilhão e tem atualmente 113.223 cotistas. 

Para quem deseja investir no HGRE11, o valor patrimonial de sua cota é de R$168,84, sendo sua taxa de administração de 1,0%a.a. sobre patrimônio líquido.