O Fundo de Investimento Imobiliário Integral BREI Fundo de Fundos (IBFF11), administrado pelo BTG Pactual Serviços Financeiros S/A DTVM, divulgou nesta quinta-feira (29) o seu relatório gerencial do mês de março de 2021, no qual descreveu seus resultados e rendimentos mensais.

O gestor do IBFF11 destaca que “encerramos o primeiro trimestre de 2021, período marcado pelo aumento expressivo dos casos de covid-19 no Brasil. Por outro lado, o avanço da vacinação no Brasil e no mundo ganha tração, assim como cada vez mais se comprova a eficiência das vacinas em locais com alta porcentagem da população vacinada, como Israel e Reino Unido”.

O Integral BREI Fundo de Fundos também fala sobre a contínua aceleração da inflação. O gestor do fundo lembra que “IGP-M, após alta de 2,53% em fevereiro, atingiu 2,94% em março e fecha o trimestre em 8,26%. Já o IPCA foi de 0,93%, acumulando alta de 6,10% em 12 meses. O INCC registrou aumento de 2% em março e acumula 11,95% em 12 meses”.

Em relação ao mercado imobiliário, IBFF11 falou a respeito do fechamento do mês em relação ao desempenho IFIX, que teve baixa de 1,38%. De forma negativa, o destaque foi para os setores mais afetados pelo recente lockdown, shoppings e lajes corporativas.

O Integral BREI Fundo de Fundos disse que o segmento logístico teve leve retração, alcançando taxas de cap rate mais adequadas ao setor. Segundo ele, o “Destaque positivo novamente para o setor de recebíveis que se beneficia por uma inflação moderadamente mais alta''.

Portfólio do BREI Fundo de Fundos

O objetivo principal do Integral BREI Fundo de Fundos é auferir rendimentos e ganho de capital com a aquisição de cotas de outros Fundos de Investimento Imobiliário, bem como Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Letras Hipotecárias (LH) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI).

A composição da carteira do IBFF11 se dá principalmente por fundos imobiliários. O percentual dos tipos de ativo se dá da seguinte forma:

  • Fundos Imobiliários - 81,2%;
  • CRI - 12,9%;
  • Caixa - 6,0%.

Por segmento, a carteira do Integral BREI Fundo de Fundos se distribui em:

  • Corporativo - 46,6%;
  • Logístico - 26,5%;
  • Papéis - 17,8%;
  • Shopping - 8,1%;
  • FOF - 0,9%.

Por estratégia, 52,5% da carteira do IBFF11 está em renda, enquanto o ganho de capital está em 47,5%. Por ativo, a distribuição tem 5 maiores posições, que são:

  • Caixa - 6,0%;
  • CRI T.P. - 10,0%;
  • BLCP11 - 9,5%;
  • RCRB11 - 9,3%;
  • BRCR11 - 9,2%.

Resultados e rendimentos do IBFF11

Em março, o IBFF11 teve um lucro líquido de R$ 99 mil em ganho de capital com a liquidação total de AFCR11 e CVBI11. Desse modo, o fundo terminou o mês com resultado de 256 mil, equivalente a R$ 0,3842 por cota. Os dividendos do mês foram de R$ 0,39 por cota, que é 101,52% do lucro distribuível no mês, o que representa um dividend yield anualizado de 6,73%.

Nos últimos 12 meses, a distribuição do Integral BREI Fundo de Fundos foi de R$ 4,86 por cota, ou 6,79% de dividend yield. Desde que o fundo se iniciou, a distribuição acumulada foi de R$ 8,51 por cota. Isso representa uma média por mês de 0,45 por cota em dividendos, ou seja, um dividend yield anualizado de 7,35%.

O deságio da cota de mercado em relação à cota patrimonial era de 16,07% até o final de março. Desse modo, indica-se que está ocorrendo uma precificação a valor de mercado ainda aquém do potencial que o IBFF11 pode oferecer.

Ao final do mês de março o IBFF11 tinha um valor de mercado de R$ 47,8 milhões, que corresponde a R$ 71,71 por cota. O valor patrimonial do fundo foi de quase R$ 56,96 milhões, que equivale a R$ 85,44 por cota. Já o número de cotistas alcançou a marca dos 5.440.