O FII MGFF11, gerido pela Mogno Capital e administrado por BTG Pactual, divulgou seu relatório mensal aos cotistas, referente ao mês de janeiro de 2021.

Resultados do MGFF11 

O MGFF11 apresentou os seguintes números:

  1. Dividendos de R$ 0,65/cota no mês, yield anualizado de 9,39%.
  2. Retorno mensal total de –0,04%, contra um resultado do IFIX de 0,32% em novembro.
  3. Variação da cota a mercado, mais o dividendo distribuído, renderam –0,34% no mês.
  4. Volume médio diário negociado de R$ 2,05 milhões no mês.

Panorama de Mercado  

O relatório traz uma visão geral do mercado, com destaque para situação da pandemia da Covid-19, início das vacinações e aumento de casos.

Também, destaca a desvalorização das moedas dos mercados emergentes frente ao dólar, com destaque negativo para o Real.

Além disso, alta de produção e baixa de vendas também são mencionadas.

Por fim,  coloca que as atenções do mercado estão voltadas para a próxima reunião do Copom após remoção do forward guidance de manutenção dos juros na última comunicação.

 No mercado imobiliário

Para o segmento em específico, o relatório traz que em janeiro o IFIX apresentou alta de 0,32% contra queda de 3,32% do Ibovespa.

Dessa forma, reduziu a diferença de performance de 2020 e refletiu sua menor volatilidade histórica.

Por sua vez, o segmento de recebíveis novamente teve a maior contribuição positiva com repasse de inflação, enquanto as agências bancárias seguiram como maiores detratoras.

Assim, mesmo com a adoção de novas medidas restritivas, lajes corporativas e shoppings apresentaram valorização com manutenção de bons indicadores operacionais e geração de renda.

De outro lado, o segmento logístico sofreu com a realização de grandes emissões e contribuiu negativamente para o índice.

Performance e Alocação 

Em janeiro, o Fundo teve o maior resultado nominal dos últimos 12 meses: R$ 9,0 milhões.

Dessa forma, foi o segundo melhor resultado da história do fundo, perdendo apenas para janeiro de 2020.

Assim, importante destacar os investimentos realizados no mês, sobretudo a compra em KNIP11, dividida em duas movimentações:

  • Subscrição de R$ 20 milhões via oferta 400. Emissão com um desconto interessante de um dos fundos mais líquidos e high grade do mercado; oportunidade de compra a preço justo, próximo ao patrimonial, enquanto seus pares negociam com grande prêmio.
  • Compra de R$ 10 milhões no mercado secundário. Compras pontuais a preço descontado por conta da pressão vendedora causada pela oferta.

Já as vendas mais relevantes foram:

  • VGIR11: R$ 13 milhões. Por ser um fundo de recebíveis indexado a CDI, a posição servia como uma reserva de caixa com rendimento adicional. Com a necessidade de liquidez para novas alocações, foi decidido pela gestão a opção por zerar a posição.
  • KNIP11 e CPTS11: R$ 10 milhões e R$ 8 milhões respectivamente. Vendas anteriores às conversões de cotas das emissões, antecipando pressão vendedora.
  • CPFF11 e BCFF11: R$ 10 milhões e R$ 8 milhões respectivamente. Posições adquiridas há meses seguindo estratégia de capturar desconto do valor de mercado para patrimonial. Com recente recuperação dos preços, a gestão optou por realizar as vendas.

O relatório e a Gestão do MGFF11

Ao final do relatório, a gestão do MGFF11 se posicionou sobre os movimentos do último ano e possíveis dúvidas sobre a postura do Fundo.

Assim, a gestão destacou os bons resultados do mês de janeiro, e entende serem estes fruto de uma boa estratégia de alocações e resiliência frente aos desafios enfrentados no ano de 2020 com a Pandemia da Covid-19.

Por fim, declarou também que retrairá investimentos nos setores de lajes corporativas e fundos de fundos, por entender ser esta a melhor estratégia no cenário atual.