O Fundo de Investimento Imobiliário RBR Crédito Imobiliário Estruturado (RBRY11), administrado pela BTG Pactual, divulgou nesta segunda-feira (30) o seu relatório de risco do 1° semestre 2021.

O objetivo do RBRY11, segundo o relatório gerencial do fundo, é auferir rendimentos e ganhos de capital na aquisição de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e possui prazo de duração indeterminado. O benchmark do fundo, que é calculado sobre a distribuição de rendimentos, é o IPCA + Yield IMA-B 5.

O RBR Crédito Imobiliário Estruturado ressalta que a gestão é muito criteriosa na garantia imobiliária das operações. O processo de análise dos ativos envolve os seguintes pontos:

  • Visita aos ativos;
  • Know-how de equipe especializada;
  • Coleta de referência sobre os imóveis;
  • Diligência técnica;
  • Operação ambiental;
  • Diligência jurídica.

Cerca de 64% das garantias imobiliárias do RBRY11 estão localizadas no estado de São Paulo. Desse total do estado, cerca de 77% estão na capital.

Portfólio do RBRY11

O RBR Crédito Imobiliário Estruturado encerrou no dia 24 de março de 2021 a 3ª emissão de cotas do fundo. Na ocasião, se captou cerca de R$150,7 milhões. Por conta disso, o RBRY11 terminou o mês de março de 2021 com 65% do patrimônio líquido em caixa ou posições táticas.

O RBRY11 vai alocar recursos nas estratégias Core e Táticas nos meses seguintes. Além disso, grande parte dos CRIs em exposição setorial que, na visão do fundo é de baixo risco, em imobiliário e residencial. Segundo o fundo, os “setores que tem se mostrados resilientes durante a crise”. Essa exposição setorial pode ser vista nos seguintes gráficos:

O RBR Crédito Imobiliário Estruturado disse que observou nos últimos 10 anos um “crescimento expressivo no número e patrimônio dos fundos de CRI”. Desse modo, é o segmento de maior representatividade do IFIX. Do total de 87 fundos que compõem o índice IFIX, o fundo diz que 23 são fundos de recebíveis até março de 2021. Isso resulta a um montante equivalente a R$26 bilhões em patrimônio líquido.

Saiba mais informações sobre os fundos de CRI

Segundo o RBRY11 “Com o crescimento do segmento, buscamos acompanhar/monitorar de perto os FIIs de recebíveis e seus indicadores, e com o aumento de diferentes estratégias, segregamos os fundos de CRI em 4 grandes grupos”. Os grupos citados foram:

  1. Fundos High Yield;
  2. Fundos de Crédito Estruturado;
  3. Fundos Mistos;
  4. Fundos High Grade.

Com e relação a investimentos dos fundos de CRI, o RBR Crédito Imobiliário Estruturado sugere que os investidores observem 3 parâmetros:

  • Tipo de Risco. +Imobiliario ou +Corporativo.
  • Concentração por Segmento e Localização.
  • Indexação: +CDI, +Inflação ou híbrido.

O fundo de CRI são indexadas a inflação ou ao CDI. Por conta disso, o fundo destaca que “o resultado futuro dos fundos podem ser impactados pelo patamar destes indexadores”. Além disso, o RBRY11 ressalta que com a sofisticação do segmento dos FIIs de CRI, atualmente, é possível observar fundos direcionados apenas a indexação a inflação, ao CDI ou que possuem ambos os indexadores em carteira”.