SNAG11 reforça retorno acima do CDI e IFIX enquanto Abiove eleva projeções recordes para soja

SNAG11 reforça retorno acima do CDI e IFIX enquanto Abiove eleva projeções recordes para soja
SNAG11 é um dos Fiagros mais negociados. Fonte: Pixabay

A revisão para cima das projeções da soja brasileira em 2026 pela Abiove reforça o pano de fundo positivo para o agronegócio — cenário que também vem impulsionando a expansão de fiagros como o SNAG11 no mercado.

Segundo a entidade, o processamento de soja no Brasil deve atingir 62,5 milhões de toneladas neste ano, novo recorde para o setor e avanço de 6,5% em relação a 2025. A Abiove também elevou a estimativa para a safra nacional, que passou de 177,8 milhões para 180,1 milhões de toneladas.

Neste contexto, o SNAG11 segue ampliando sua relevância no mercado de fiagros em 2026, combinando crescimento de liquidez, avanço da base de investidores e expansão patrimonial em meio ao fortalecimento do crédito privado no agronegócio.

Em abril, o fundo apareceu entre os principais nomes do segmento na B3, registrando volume médio diário negociado (ADTV) de aproximadamente R$ 4,27 milhões. O número representou cerca de 10,5% de todo o volume negociado entre os dez maiores fiagros da bolsa no período.

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O avanço ocorre em um momento de forte expansão do veículo. Recentemente, o SNAG11 concluiu sua quinta emissão de cotas, com captação de aproximadamente R$ 301,4 milhões — valor cerca de R$ 100 milhões acima da expectativa inicial da oferta.

Com a emissão, o patrimônio total do fundo avançou para aproximadamente R$ 927,66 milhões, crescimento próximo de 50% em relação ao tamanho anterior do veículo.

Outro destaque do período foi o crescimento acelerado da base de investidores. O SNAG11 atingiu a marca de 130 mil cotistas, poucos meses após alcançar os 120 mil investidores em fevereiro deste ano.

SNAG11 amplia exposição à irrigação e supera IFIX desde o início

Segundo o prospecto da oferta, aproximadamente 39,2% dos recursos captados deverão ser direcionados para operações ligadas à irrigação agrícola, segmento que passou a ocupar posição estratégica dentro da tese do fundo.

Durante cerimônia realizada na B3, o CIO da Suno Asset, Victor Duarte destacou que um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro atualmente está justamente na infraestrutura logística e na armazenagem.

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“Hoje o Brasil não tem onde guardar. Tem que guardar em silo de bloco, em estruturas improvisadas. A armazenagem ainda é um problema relevante”, afirmou o executivo.

Desde o início de suas operações, o desempenho acumulado do SNAG11 alcançou aproximadamente 79,9%, superando indicadores como CDI líquido (47,5%), IFIX (37,2%) e IPCA + 7% (50,5%).

Os dados também mostram que o fundo conseguiu entregar rendimento acima do CDI em diversos momentos recentes. Em janeiro de 2026, por exemplo, o excesso de retorno em relação ao CDI acumulado do período chegou a 8,88%, segundo levantamento apresentado pela Suno Asset.

Indicadores operacionais do fundo seguem robusto

Além da expansão patrimonial, o fundo também mantém indicadores operacionais robustos. Em abril, o SNAG11 distribuiu R$ 0,12 por cota aos investidores, equivalente a um dividend yield anualizado de aproximadamente 14,24%.

A carteira do fundo encerrou o período com yield all in de 16,94%, remuneração média equivalente a CDI + 2,0% e inadimplência zerada, segundo dados divulgados pela gestora.

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Fiagro aposta em crédito pulverizado e emissores do agronegócio

A tese do SNAG11 tem priorizado operações ligadas a emissores considerados estratégicos dentro da cadeia do agronegócio brasileiro, incluindo segmentos como sementes, armazenagem, irrigação, proteínas e produção agrícola.

No caso da CRA Boa Safra, o foco está em produtores recorrentes que já possuem histórico operacional com a companhia e utilizam sementes de soja de alta tecnologia.

A gestora avalia que esse modelo ajuda a aumentar a previsibilidade operacional da carteira, além de diluir parte dos riscos típicos do crédito rural tradicional.

Outro ponto destacado pelo fundo é a manutenção de inadimplência zerada em sua carteira, mesmo em um momento de juros elevados e maior seletividade no mercado de crédito agro.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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