SNEL11 atinge máxima em meio à desaceleração inédita dos combustíveis fósseis
O fundo imobiliário SNEL11 encerrou o pregão em nova máxima histórica de R$ 8,51, em um movimento que ocorre em meio ao avanço das tensões no Oriente Médio e à retomada das discussões globais sobre transição energética e dependência dos combustíveis fósseis.
A valorização do fundo acontece em um momento em que a crise geopolítica envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos voltou a pressionar o mercado internacional de petróleo, reacendendo preocupações sobre segurança energética e volatilidade dos combustíveis fósseis.
Atualmente, os combustíveis fósseis ainda respondem por cerca de 68% das emissões globais de gases de efeito estufa, tema que voltou ao centro das discussões internacionais após a COP28, realizada em Dubai.
Apesar da pressão geopolítica recente, dados globais mostram que a expansão das fontes renováveis começa a alterar a dinâmica da matriz energética mundial. Segundo levantamento da Ember, a geração global de energia fóssil caiu 0,2% em 2025, interrompendo uma longa sequência histórica de crescimento.
China e Índia tiveram papel central nesse movimento. Pela primeira vez no século XXI, os dois países reduziram simultaneamente a geração de energia baseada em combustíveis fósseis, impulsionados pela forte expansão da energia solar, eólica e hidrelétrica.
Energia solar ganha espaço enquanto petróleo volta ao centro das atenções
Na China, o crescimento recorde da energia solar passou a atender parcela relevante da nova demanda elétrica do país. Já na Índia, a expansão conjunta das fontes renováveis reduziu a necessidade de ampliação da matriz fóssil.
Segundo especialistas do setor energético, a atual crise envolvendo o Oriente Médio tende a reacender discussões globais sobre segurança energética e acelerar pressões pela redução gradual da dependência do petróleo, carvão e gás natural.
Ao mesmo tempo, o cenário evidencia movimentos opostos entre governos. Enquanto alguns países ampliam a produção fóssil em nome da segurança energética, outros vêm utilizando o choque recente para acelerar investimentos em fontes limpas.
A energia solar respondeu sozinha pela maior parte do crescimento líquido do consumo elétrico mundial em 2025, reforçando seu protagonismo dentro da transição energética global.
SNEL11 tem liquidez R$ 75 milhões no mês
Durante a apresentação, o analista da gestora, Gabriel Barbieri afirmou que o fundo encerrou março com mais de 86 mil cotistas, hoje já são 95 mil cotistas, e movimentou aproximadamente R$ 75,3 milhões em negociações no período, equivalente a uma média diária próxima de R$ 3,5 milhões.
Segundo Barbieri, o avanço da liquidez acompanha o crescimento da base de investidores e reflete a estratégia de comunicação e transparência adotada pela gestora. “A gente entende que a liquidez e o crescimento da base de cotistas são reflexo disso. A Suno trata com muita importância a questão da comunicação e da transparência”, afirmou durante a transmissão.