SNEL11, maior fundo de energia da Bolsa, sobe forte após quinta oferta bilionária
O fundo imobiliário SNEL11 voltou a chamar atenção do mercado nesta sexta-feira (19/06). No pregão, as cotas chegaram a R$ 8,24, acumulando alta de 1,10%.
A valorização do SNEL11 acompanha a consolidação do fundo no mercado secundário. O veículo ultrapassou recentemente a marca de 105 mil cotistas e movimentou aproximadamente R$ 92 milhões em negociações ao longo de maio, figurando entre os produtos mais líquidos do segmento de infraestrutura listada.
Ao mesmo tempo, o fundo manteve sua política de distribuição de rendimentos. O SNEL11 anunciou mais uma vez o pagamento de R$ 0,10 por cota, preservando um histórico de 24 meses consecutivos de dividendos no mesmo patamar.
Considerando o preço de fechamento da cota em maio, de R$ 8,50, o rendimento corresponde a um dividend yield mensal de aproximadamente 1,18%, indicador que continua atraindo investidores em busca de renda recorrente.
SNEL11: alta das cotas coincide com expansão do fundo
A quinta emissão de cotas poderá movimentar até R$ 2,3 bilhões, posicionando-se entre as maiores operações já realizadas por veículos listados ligados ao setor de energia na B3.
A oferta prevê inicialmente a emissão de aproximadamente 221,3 milhões de cotas ao preço de R$ 8,32, com possibilidade de acréscimo de até 25% caso a demanda dos investidores permita a colocação do lote adicional.
Com os custos de distribuição, o valor de subscrição foi estabelecido em R$ 8,65 por cota.
Os recursos da operação deverão ser destinados à aquisição de novos ativos e à ampliação da carteira de projetos ligados ao setor de geração de energia.
Mercado aposta na combinação entre renda e crescimento
O desempenho das cotas reflete uma combinação entre distribuição recorrente de dividendos, crescimento da base de investidores e expectativa de expansão do portfólio.
Além da regularidade dos rendimentos, o setor de infraestrutura energética tem sido beneficiado pela busca dos investidores por ativos capazes de gerar fluxo de caixa estável em um ambiente de juros ainda elevados.
A manutenção dos dividendos por dois anos consecutivos e a perspectiva de novas aquisições ajudaram a sustentar o interesse do mercado, mesmo em um cenário de volatilidade nos ativos de renda variável.