SNEL11 salta de 65 mil para 90 mil cotistas em três meses
Em menos de três meses, o SNEL11 saiu da marca de cerca de 65 mil cotistas para ultrapassar 90 mil investidores. Um crescimento de 25 mil cotistas somente neste ano. O avanço acompanha o aumento da visibilidade do fundo no mercado e a consolidação de sua estratégia de investimento em ativos de energia solar distribuída.
Além do crescimento na base, o fundo também apresentou evolução relevante em liquidez. Apenas em fevereiro, o volume negociado somou cerca de R$ 70 milhões, com média diária próxima de R$ 4 milhões.
Segundo Guilherme Barbieri, head de infraestrutura da Suno Asset, a maior liquidez tem sido um dos fatores que sustentam o interesse dos investidores. “O produto é muito líquido e permite uma boa possibilidade tanto para quem quer entrar quanto para quem quer sair”, afirmou.
SNEL11: liquidez, dividendos e maturação dos ativos sustentam crescimento
O fundo manteve, no período, a distribuição de R$ 0,10 por cota, com dividend yield anualizado próximo de 14,9%, apoiado por resultados recorrentes e pelo avanço da maturação dos ativos.
A gestão projeta a continuidade desse patamar de distribuição, com guidance entre R$ 0,10 e R$ 0,11 por cota nos próximos meses, à medida que novos projetos entrem em operação e ampliem a geração de caixa.
UFV Petrolina aumenta expectativa de geração de receita
Um dos destaques operacionais é a reestruturação do projeto UFV Petrolina, que passou por troca de inquilinos e mudança no modelo contratual para o formato “take or pay”, reduzindo riscos e aumentando a previsibilidade de receitas.
Com a entrada dos novos contratos e a regularização do ativo, a expectativa é de incremento gradual na geração de receita ao longo de 2026. Além disso, o fundo ainda possui valores a receber relacionados ao contrato anterior, que devem ser pagos ao longo dos próximos meses.
Ganho de escala alterou o posicionamento do SNEL11
Além do crescimento na base de cotistas, o ganho de escala alterou o posicionamento do fundo no mercado de geração distribuída. Segundo Duarte, o aumento do patrimônio permite acesso a ativos maiores e negociações diretas com grupos relevantes do setor. “Com cerca de R$ 1 bilhão, conseguimos sentar em mesas que antes não sentávamos”, disse.