XPCI11 eleva resultado e dividendos rendem 12,64% ao ano; veja valores
O fundo imobiliário XPCI11 encerrou março com resultado de R$ 7,506 milhões, acima dos R$ 7,081 milhões apurados em fevereiro.
No período, as receitas do XPCI11 alcançaram R$ 8,136 milhões, enquanto as despesas somaram R$ 629,29 mil.
Os rendimentos e ganhos de capital reconhecidos pelo regime de caixa chegaram a R$ 0,86, equivalentes a R$ 7,50 milhões no total.
A distribuição de dividendos do XPCI11 anunciada foi de R$ 0,85 por cota, com pagamento previsto para 15 de abril de 2026 aos investidores posicionados no fundo em 31 de março de 2026.
Considerando a cota de fechamento do mês, esse rendimento representa um yield anualizado de 12,64%. Com o gross-up de 15% de impostos, o retorno equivalente sobe para 15,01%.
A gestão afirmou seguir confiante na estratégia de alocação diversificada, tanto entre ativos quanto entre indexadores, com foco na geração de resultados atrativos e consistentes no longo prazo.
O desempenho de março foi sustentado principalmente pelo book de CRIs, que gerou R$ 7,2 milhões em rendimentos recebidos pelo fundo.
Já a carteira de FIIs contribuiu com resultado de R$ 0,69 milhão. Ao fim do mês, o FII XPCI11 ainda mantinha uma reserva acumulada de correção monetária de R$ 2,29 milhões, equivalente a R$ 0,26 por cota.
A carteira do fundo terminou março sem movimentações relevantes em seus books. O portfólio era composto por 47 CRIs e 6 FIIs, totalizando R$ 765 milhões alocados na estratégia do XPCI11.
Além disso, o fundo imobiliário XPCI11 mantinha R$ 10 milhões em ativos de liquidez, montante destinado ao custeio de despesas e a eventuais oportunidades pontuais de alocação.
Estratégia atual do XPCI11
A estratégia central do XPCI11 permanece concentrada na manutenção de um portfólio de CRIs considerados de boa qualidade, com foco em operações de originação e estruturação próprias.
Segundo a gestão, esse modelo permite capturar prêmios implícitos nas taxas dos papéis e, com isso, gerar ganhos de capital em negociações no mercado secundário.
No book de FIIs, o foco continua direcionado a fundos de papel que, na visão da gestão, apresentam maior resiliência, com carteiras formadas majoritariamente por papéis high grade e middle risk.
A compra desses fundos no mercado secundário permite ao XPCI11 acessar indiretamente uma base mais ampla de CRIs, com preços descontados e maior diversificação.
Conforme já indicado no relatório anterior, a alocação em FIIs tem caráter tático e também funciona como instrumento de otimização de caixa. Em março, não houve aquisições relevantes nessa classe de ativo.
O movimento registrado foi a venda parcial das posições em MCCI11 e BTCI11, realizada com ganho de capital. A carteira de FIIs do XPCI11 encerrou o mês com R$ 56,25 milhões alocados.