RCRB11: FII tem salto de 17% em lucro e paga maior dividendo em 13 meses; veja valor
O fundo imobiliário RCRB11 anunciou um resultado de R$ 3,855 milhões em dezembro, o que representa um aumento de 17% em relação ao resultado de R$ 3,294 milhões obtido em novembro.

O resultado imobiliário do RCRB11 foi de R$ 5,206 milhões, enquanto o resultado financeiro foi de pouco mais de R$ 38 mil. Já as despesas somaram R$ 1,616 milhão.
A partir desse resultado, os dividendos do RCRB11 totalizaram R$ 3,506 milhões, equivalente a R$ 0,95 por cota, o maior patamar dos últimos 13 meses.
O valor distribuído ficou acima das estimativas previamente indicadas pela gestão. Segundo o fundo, esse aumento foi impulsionado por efeitos não recorrentes nas receitas imobiliárias, como o recebimento de multas, que reforçaram o caixa no mês de dezembro.
Além disso, a projeção de FFO foi revisada para cima. A nova estimativa passou a ser de R$ 1,18 por cota, representando um aumento de 3% em relação à previsão anterior.
A revisão está associada à entrada de novas receitas de locação, incluindo um contrato fechado com valores superiores ao inicialmente projetado, além de revisões contratuais que passam a vigorar a partir de 2026.
Considerando o preço de fechamento de mercado, a projeção implica um yield anualizado próximo de 10% para o fundo imobiliário RCRB11.
Atualizações do portfólio do RCRB11
Dezembro também foi marcado por uma nova ocupação do edifício Bravo! Paulista. Em comunicado divulgado no dia 19, o fundo informou a conclusão de uma nova locação no ativo e, todo o processo de negociação foi finalizado em apenas 20 dias após a saída do locatário anterior.
A nova ocupação está relacionada a uma área de 215,33 m² e foi firmada com a empresa Alymente, que atua no segmento de benefícios.
O contrato segue o modelo plug-and-play, utilizando a infraestrutura e a mobília já existentes no imóvel, o que contribuiu para reduzir o tempo de vacância.
O acordo tem duração de 36 meses e condições comerciais alinhadas às transações mais recentes da região. Com isso, a vacância física do FII RCRB11 recuou para apenas 0,5%.
A gestão também avançou nas tratativas para a venda de um imóvel, em linha com a estratégia de reciclagem do portfólio. Após a assinatura de uma Carta de Intenção no mês anterior, o processo entrou em fase de diligência em dezembro.
Nessa etapa, ocorre a análise detalhada da documentação do comprador e a avaliação técnica do imóvel, com foco em trazer segurança, transparência e aderência às melhores práticas de mercado.
A expectativa é que o processo seja concluído nos próximos meses. Caso a operação seja efetivada, o fundo RCRB11 estima apurar um ganho de capital em torno de R$ 10 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 2,90 por cota, valor que deverá integrar os resultados distribuíveis.