PATL11 lucra R$ 3,5 milhões e volta a pagar maior dividendo da história; veja valor
O fundo imobiliário PATL11 apurou resultado de R$ 3,547 milhões no mês, equivalente a R$ 0,71 por cota, após registrar receita total de R$ 4,707 milhões, ou R$ 0,94 por cota.

A gestão do PATL11 informou que o resultado foi afetado por efeitos não recorrentes. Assim, houve impacto positivo da terceira parcela da multa de rescisão da SEB (R$ 0,26 por cota) e efeito negativo de despesas imobiliárias de manutenção dos ativos (R$ 0,15 por cota).
Com esse resultado, o fundo anunciou distribuição de R$ 0,70 por cota, paga em 9 de janeiro de 2026, o que representa o maior patamar da história do FII, embora o valor já tenha sido igualmente pago uma outra vez em julho de 2025.
Segundo o relatório, o valor dos dividendos do PATL11 teve caráter extraordinário por representar um acréscimo pontual ao fim do semestre, necessário para atender a regra de distribuição mínima de 95% do lucro caixa apurado no período.
Atualizações da carteira do PATL11
O FII PATL11 afirmou que não houve movimentações de locatários no mês, mantendo a vacância física em 2,7% e vacância financeira em 6,5%, referentes a 4.104 m² disponíveis no ativo Ribeirão das Neves.
Ainda sobre esse imóvel, o fundo relatou que a Friolog comunicou que seguirá ocupando uma das câmaras, cuja devolução estava prevista anteriormente. O prazo médio remanescente dos contratos (WALE) foi informado em 4 anos.
Mesmo sem mudanças de inquilinos no período, a gestão disse ter avançado em três negociações comerciais. Em Itatiaia, o foco segue na prospecção de empresas industriais da região, buscando atrair um perfil estratégico para a área que deverá ser desocupada pela SEB no próximo ano.
Em Jundiaí 1, o fundo imobiliário PATL11 entrou na fase de minuta contratual para uma nova locação e conduz tratativas de distrato antecipado com a Postall, com expectativa de ocupação integral da área a ser devolvida para reduzir risco de vacância.
Em Ribeirão das Neves, o relatório menciona tratativas com duas empresas interessadas em parte dos espaços vagos, com negociações avançando para a formalização de minutas.
Em reajustes, o fundo informou atualizações em 5.713 m² de ABL do portfólio ao longo do mês. O FII também afirmou que em 30 de dezembro não possuía qualquer alavancagem ou obrigação por aquisição de ativos.
O fundo detalhou a reavaliação a valor de mercado (valor justo) realizada em dezembro de 2025 pela Binswanger Brazil.
Isso trouxe uma desvalorização média de 8,1% em relação ao valor contábil de 28 de novembro de 2025, ajuste atribuído pelo PATL11 a um cenário macroeconômico mais desafiador, ocupação menos favorável e necessidade de investimentos para preservar a competitividade dos ativos.