SNFZ11 cresce no agro com soja e safrinha — yield chega a 13%
O SNFZ11 atualizou os principais pontos de sua tese de investimento baseada em terras agrícolas e geração de renda recorrente, durante live com investidores promovida pela Suno Asset nesta semana. Na apresentação, o analista João Vitor Franzin detalhou números recentes do Fiagro, perspectivas para o agronegócio e o momento operacional das propriedades localizadas no Mato Grosso.
Segundo Franzin, o fundo distribuiu R$ 0,10 por cota no último mês, mantendo o patamar recorrente de proventos observado desde o lançamento do veículo.
“O dividend yield anualizado fica ali na casa dos 13%”, afirmou o analista, ao comentar os dados mais recentes divulgados ao mercado.
Outro destaque citado pela gestora foi o avanço da base de investidores. Segundo Franzin, o número de cotistas saiu de cerca de 10,8 mil para quase 13 mil nas atualizações mais recentes.
Qual a tese do SNFZ11?
Durante a live, João Vitor ressaltou que a tese do SNFZ11 está ancorada na valorização histórica das terras agrícolas brasileiras ao longo do tempo. “Investir em terras agrícolas foi um bom negócio na última década e nos últimos 15 anos. A rentabilidade real foi superior a outros ativos em diversos períodos”, disse.
Segundo ele, mesmo em momentos adversos, o preço da terra tende a sofrer menos volatilidade do que outros ativos financeiros, enquanto em ciclos positivos pode registrar ganhos mais expressivos. A gestora também destacou que ganhos de produtividade ajudam a impulsionar o valor patrimonial das propriedades.
“Com melhor tecnologia, genética e manejo, a produtividade cresce ano a ano e, consequentemente, o preço da terra tende a aumentar também”, afirmou Franzin.
Safra de soja e safrinha impulsionam fundo
Em relação ao momento operacional, a Suno informou que a colheita da safra principal de soja foi concluída e que o fundo já acompanha o avanço da safrinha nas fazendas. A produtividade estimada da safra ficou entre 65 e 66 sacas por hectare, segundo a gestora.
João Vitor também comentou o modelo de arrendamento utilizado pelo fundo, no qual o SNFZ11 recebe participação equivalente a 25% da produção de soja, com piso mínimo de 15 sacas por hectare.
“Esse piso é interessante porque, em anos menos favoráveis, ele protege a receita do fundo e garante previsibilidade para o investidor”, explicou.
SNAG11 atinge máxima histórica e supera 130 mil investidores
Durante a live, a Suno Asset destacou o momento positivo vivido pelo SNAG11, que segue em período de emissão e, por isso, com divulgação limitada de novas operações. Ainda assim, a gestora ressaltou avanços relevantes recentes do fundo.
Segundo João Vitor Franzin, o SNAG11 atingiu nesta semana a máxima histórica de cotação, em R$ 10,93, além de superar a marca de 130 mil investidores. “O SNAG vem crescendo bastante, vem gerando valor. Um ponto muito positivo é a máxima histórica”, pontua.