BTLG11 anuncia possível venda com ganho estimado de R$ 1,56 por cota
O BTLG11 (BTG Pactual Logística) informou ao mercado que assinou um Memorando de Entendimentos (MoU) não vinculante para a venda de três imóveis logísticos de seu portfólio.
Segundo comunicado divulgado nesta terça-feira (13), os ativos estão localizados nos estados de São Paulo e Pernambuco e somam cerca de 102,5 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL).
De acordo com a gestão, a operação poderá gerar lucro estimado de aproximadamente R$ 1,56 por cota, além de representar ganho de capital próximo de 36% e Taxa Interna de Retorno (TIR) estimada em cerca de 17% ao ano.
O fundo ressaltou, porém, que a transação ainda depende do cumprimento de condições precedentes usuais para esse tipo de operação, incluindo diligência, negociações finais, assinatura dos contratos definitivos e aprovações regulatórias.
O comunicado não detalha quais são os imóveis envolvidos nem informa quem é o potencial comprador dos ativos.
Expansão do portfólio do BTLG11
A potencial alienação dos imóveis ocorre após o BTLG11 concluir recentemente o pagamento final da aquisição de um portfólio de 13 ativos logísticos em uma operação avaliada em aproximadamente R$ 1,76 bilhão.
Segundo informações divulgadas anteriormente pela gestão, os imóveis adquiridos estão concentrados principalmente no estado de São Paulo e adicionaram cerca de 541 mil metros quadrados de ABL ao portfólio do fundo.
Entre os ativos incorporados estão galpões logísticos localizados em cidades como Louveira, Itapevi, São Bernardo do Campo, Ipojuca e Queimados.
Atualmente, o BTLG11 possui aproximadamente 34 imóveis e cerca de 1,4 milhão de metros quadrados de área bruta locável, com concentração relevante em São Paulo.
Mercado acompanha estratégia
No mercado de fundos imobiliários, operações de venda de imóveis podem estar relacionadas à reciclagem de portfólio, estratégia utilizada para liberar capital, reduzir endividamento, reforçar caixa ou viabilizar novas aquisições.
O BTLG11, contudo, não informou qual poderá ser a destinação dos recursos caso a operação seja concluída.
O movimento ocorre paralelamente à 16ª emissão de cotas do fundo. Segundo comunicado recente, o preço de emissão foi mantido em R$ 102,51 por cota. A oferta possui montante inicial estimado em aproximadamente R$ 1,6 bilhão, com possibilidade de acréscimo de até 25%, dependendo da demanda.
Renegociações contratuais do BTLG11
Nos últimos comunicados, a gestão também informou renegociações contratuais em ativos do portfólio, incluindo reajustes de aproximadamente 20% no Cajamar I, aumento de 25% em contrato no imóvel de Mauá e revisão contratual em Louveira. Além disso, o fundo reportou vacância financeira próxima de 2,6%, conforme divulgado pela gestão.
O BTLG11 também informou recentemente relação dívida/patrimônio próxima de 3%, além de contratos majoritariamente indexados ao IPCA e prazo médio próximo de cinco anos.
Com a divulgação do memorando, o mercado passa a acompanhar os desdobramentos da possível venda dos três ativos e os próximos passos da estratégia patrimonial do BTLG11.