SNEL11 conclui integração de UFVs em MG e registra lucro de 11 milhões

SNEL11 conclui integração de UFVs em MG e registra lucro de 11 milhões
SNEL11 atua no setor de energia fotovolatica - Foto: Pixabay.

O fundo imobiliário SNEL11 ampliou sua presença no setor de energia solar distribuída após concluir, em março, a integração de dois novos projetos ao portfólio. Com a incorporação das usinas Matozinhos 1 e 2, além da planta de Sete Lagoas, o fundo elevou sua capacidade instalada total para aproximadamente 87,85 MWp.

As novas usinas estão localizadas na área de concessão da CEMIG, em Minas Gerais. Os projetos Matozinhos 1 e 2 já operam totalmente locados sob contratos de longo prazo na modalidade take-or-pay, enquanto Sete Lagoas segue em fase de negociação comercial, mas conta com período de Renda Mínima Garantida (RMG) de 13 meses.

Segundo a gestão, os novos ativos reforçam a previsibilidade de receita e ampliam a capacidade de geração de caixa do fundo. O resultado distribuível do SNEL11 em março foi de aproximadamente R$ 11,18 milhões.

No mesmo período, o fundo distribuiu R$ 0,10 por cota aos investidores, equivalente a um dividend yield anualizado próximo de 14,97%, considerando a cotação de mercado do período.

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Outro destaque do mês foi o crescimento acelerado da base de investidores. O SNEL11 ultrapassou a marca de 95 mil cotistas, consolidando a trajetória de expansão do fundo no mercado secundário.

SNEL11: reajuste tarifário da Light fortalece geração de caixa

Além da expansão operacional, o SNEL11 também foi beneficiado pelo reajuste tarifário anual aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para a área de concessão da Light, região que representa cerca de 17% do portfólio do fundo.

Segundo a resolução homologatória publicada pela agência reguladora, as tarifas da distribuidora foram reajustadas em média em 8,59% em 2026. Para consumidores de baixa tensão, o aumento foi de aproximadamente 6,92%.

Na avaliação da gestão, a valorização das tarifas amplia o benefício econômico dos créditos de energia gerados pelas usinas solares, fortalecendo a rentabilidade dos projetos de mini geração distribuída.

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Outro fator apontado como positivo foi a redução de aproximadamente 0,55% na Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição para geração (TUSD G) no subgrupo A4, diminuindo parte dos custos operacionais das usinas conectadas à rede.

UFV Soleil é um dos destaques do portfólio

Entre os projetos em fase de ramp-up comercial, a UFV Soleil apareceu como um dos destaques do portfólio. Segundo o relatório gerencial, a planta já atingiu ocupação próxima de 125%, mesmo ainda operando dentro do período inicial de Renda Mínima Garantida.

A gestão projeta que a usina mantenha ocupação acima de 100% após o encerramento da RMG, ampliando sua contribuição para o fluxo recorrente de receitas do fundo.

O fundo também manteve forte liquidez no mercado secundário, com volume negociado acima de R$ 75 milhões no mês e média diária próxima de R$ 3,4 milhões.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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