SNFZ11 une tese de valorização de terras e dividendos com yield de 13%, patamar acima do IFIX
O fiagro SNFZ11 vem consolidando uma estratégia pouco comum dentro do mercado de fiagros: combinar uma tese de valorização de terras agrícolas no longo prazo com distribuição recorrente de dividendos em patamar elevado. Assim, o SNFZ11 tenta unir os dois mundos dentro da mesma estrutura.
Neste mês, o fundo distribuirá R$ 0,10 por cota em dividendos (o pagamento está marcado para o dia 25 de maio), este valor que representa um dividend yield anualizado próximo de 13%, considerando os preços recentes de negociação das cotas.
O número chama atenção porque supera o rendimento médio do próprio IFIX em diversos períodos recentes, mesmo sendo um fundo cuja tese principal continua ligada à valorização fundiária e ganho patrimonial das fazendas ao longo do tempo.
Segundo dados da B3, o IFIX encerrou 2025 com dividend yield médio próximo de 12% ao ano. Em estudos históricos da Economatica, o DY médio do IFIX vinha na faixa de 10,6%.
SNFZ11 combina renda recorrente com valorização de terras agrícolas
A estratégia do SNFZ11 está concentrada principalmente em propriedades agrícolas localizadas no Mato Grosso, um dos estados mais relevantes para a produção de soja e milho no Brasil.
Além da valorização das terras, o fundo também possui contratos ligados diretamente à produção agrícola, permitindo capturar parte do avanço de produtividade das áreas exploradas.
Durante live com investidores promovida pela Suno Asset, o analista João Vitor Franzin destacou que a tese do fundo continua baseada no comportamento histórico das terras agrícolas brasileiras.
Segundo ele, a combinação entre ganho de produtividade, tecnologia, genética e expansão da produção ajuda a sustentar a valorização patrimonial das propriedades no longo prazo.
Fiagro cresce em investidores e ganha liquidez no mercado
Nos últimos meses, o SNFZ11 também acelerou o crescimento da base de cotistas, ultrapassando recentemente a marca de 13 mil investidores.
O avanço da liquidez vem acontecendo em paralelo ao aumento do interesse do mercado por ativos ligados ao agronegócio brasileiro e à valorização estrutural das terras agrícolas.
Outro diferencial observado pelo mercado é que ativos fundiários costumam apresentar menor volatilidade em comparação com outros segmentos financeiros tradicionais, especialmente em ciclos positivos para commodities agrícolas.