SNEL11 amplia presença em Mato Grosso do Sul, que já representa 3,8% da energia solar do país

SNEL11 amplia presença em Mato Grosso do Sul, que já representa 3,8% da energia solar do país
SNEL11 atua na gestão de usinas de energia solar. Foto: Pixabay.

Nos últimos meses, o SNEL11 ampliou sua presença no Centro-Oeste brasileiro ao inaugurar exposição no Mato Grosso do Sul com a aquisição da UFV Juti, usina solar localizada na área de concessão da Energisa.

O ativo possui capacidade instalada de 2,5 MW / 3,37 MWp e geração estimada de aproximadamente 6.945 MWh por ano. A usina já está operacional e se encontra em fase final de negociações para locação.

A operação também inclui seis meses de Renda Mínima Garantida (RMG), estrutura utilizada para reduzir impactos financeiros durante períodos iniciais de vacância e ramp-up comercial do ativo.

Segundo a gestão, o movimento reforça a estratégia do fundo de combinar previsibilidade de fluxo de caixa com potencial de ganho operacional no segmento de geração distribuída solar.

A aquisição acontece em meio à forte expansão do portfólio do SNEL11. Recentemente, o fundo anunciou 20 contratos para compra de ativos solares que somam aproximadamente 87,5 MWp de capacidade instalada, em uma operação avaliada em cerca de R$ 436,2 milhões.

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SNEL11 amplia presença em estados que aceleram energia solar

Os novos ativos adquiridos pelo SNEL11 estão distribuídos em 22 municípios de oito estados brasileiros, incluindo Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Pernambuco e Distrito Federal.

Segundo a gestora, a diversificação geográfica busca reduzir concentração operacional e ampliar a resiliência do portfólio.

O conjunto de aquisições possui Taxa Interna de Retorno (TIR) real projetada de aproximadamente 14,44% ao ano, já líquida dos custos do fundo.

Além disso, a expectativa é que os novos ativos adicionem cerca de 153,4 mil MWh anuais de geração ao portfólio do fundo.

A expansão ocorre em um momento de forte crescimento da energia solar no Mato Grosso do Sul. Segundo dados da Absolar, Campo Grande já ocupa a terceira posição entre as capitais brasileiras em potência instalada de geração distribuída fotovoltaica.

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Mato Grosso do Sul ganha relevância na energia solar brasileira

A capital sul-mato-grossense possui aproximadamente 482 MW de potência instalada em geração distribuída solar, ficando atrás apenas de Brasília e Cuiabá no ranking nacional.

O estado como um todo já soma cerca de 1.844 MW em geração distribuída fotovoltaica, equivalente a aproximadamente 3,8% da capacidade nacional do segmento.

Já na geração centralizada, Mato Grosso do Sul possui aproximadamente 2.550 MW em capacidade instalada total, incluindo projetos em operação, construção e desenvolvimento.

Segundo a Absolar, a energia solar já representa cerca de 26,4% da matriz elétrica brasileira, consolidando-se como uma das principais fontes de expansão energética do país.

Nesse contexto, o SNEL11 vem acelerando sua estratégia de crescimento justamente em regiões consideradas estratégicas para o avanço estrutural da geração solar distribuída no Brasil.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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