Lucro do XPCI11 salta 10% e FII paga dividendos de 13,52% ao ano; saiba quanto
O fundo imobiliário XPCI11 apresentou resultado de R$ 8,273 milhões em abril, superando em 10,21% o desempenho apurado no mês anterior. O número refletiu receitas totais de R$ 8,916 milhões, contra despesas de R$ 642 mil no período.
O fundo XPCI11 somou R$ 8,2 milhões em rendimentos e ganhos de capital, valor equivalente a R$ 0,95 por cota. A maior parte desse montante veio da carteira de CRIs, que gerou R$ 7,95 milhões e continuou sendo a principal fonte de resultado do fundo XPCI11.
A parcela investida em FIIs também contribuiu para o desempenho mensal, com resultado de R$ 750 mil. Ao fim de abril, o fundo ainda carregava uma reserva acumulada de correção monetária de R$ 3,24 milhões, o que corresponde a R$ 0,37 por cota.
Com esse resultado, o XPCI11 programou o pagamento de R$ 0,90 por cota em rendimentos. A distribuição será realizada em 15 de maio de 2026, com direito ao recebimento para os investidores que tinham cotas do fundo em 30 de abril.
Considerando a cota de fechamento de abril, de R$ 84,72, o rendimento distribuído equivale a um yield anualizado de 13,52%. Com o ajuste de gross-up de 15% referente ao Imposto de Renda, o retorno equivalente chega a 16,07%.
Portfólio do XPCI11 mantém foco em CRIs e encerra abril com 46 operações
A carteira do fundo imobiliário XPCI11 terminou abril sem mudanças relevantes, exceto pela liquidação parcial do book de FIIs. No fechamento do mês, o fundo tinha 46 CRIs e três FIIs, com R$ 744,5 milhões aplicados na estratégia, além de R$ 33 milhões em ativos de liquidez.
A composição do portfólio mostra forte peso do crédito estruturado. Os CRIs representavam 89,07% da carteira, enquanto os FIIs respondiam por 6,11%. A parcela em liquidez era de 4,32%, e as debêntures somavam 0,51%.
Entre os fundos imobiliários presentes na carteira, a maior posição era em GARE11, que correspondia a 78,43% do book de FIIs. As demais posições estavam em GCRI11, com 11,33%, e PSEC11, com 10,24%.
No recorte por indexador, 91% dos CRIs estavam vinculados ao IPCA, enquanto 9% acompanhavam o CDI. Já na classificação por tipo de crédito, o fundo tinha 69% em crédito corporativo, 16% em crédito pulverizado comercial e 15% em crédito pulverizado residencial.
Entre os estruturadores das operações do XPCI11, a OPEA concentrava 70% da exposição. BARI e RIZA apareciam na sequência, com participações de 12% e 9%, respectivamente.