BTHF11 entrega retorno de 31% em 12 meses, quase o dobro do IFIX
O BTHF11 (BTG Pactual Real Estate Hedge Fund) encerrou os últimos 12 meses com retorno total de aproximadamente 31%, desempenho bastante superior aos cerca de 16% registrados pelo IFIX no mesmo período, segundo dados divulgados no relatório gerencial de maio.
O fundo imobiliário distribuiu R$ 0,101 por cota no mês e manteve o guidance anunciado para o semestre, com pagamentos entre R$ 0,100 e R$ 0,105 por cota. O dividend yield anualizado informado pela gestão foi de 13,08%.
De acordo com o relatório gerencial, o cenário macroeconômico segue marcado por incertezas relacionadas à inflação, ao ambiente fiscal e à condução da política monetária. Nesse contexto, o FII manteve uma carteira diversificada, com exposição a fundos imobiliários, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), caixa, ativos reais e participações táticas em empresas ligadas ao setor imobiliário.
Operação em TEND3 gera lucro de R$ 7,2 mi
Um dos destaques do relatório foi o encerramento da posição em TEND3, ação da construtora Tenda que integrava a estratégia tática do fundo. Segundo a gestão, a operação gerou aproximadamente R$ 5 milhões em ganho de capital na etapa final do investimento.
Considerando toda a operação, a alocação apresentou Taxa Interna de Retorno (TIR) de 111,2% sobre o capital investido e resultou em lucro caixa de R$ 7,2 milhões para o fundo. O desinvestimento teve início em janeiro de 2026, após a evolução operacional da companhia ao longo do período de investimento.
No relatório, a gestão afirma que esse tipo de alocação não tem como objetivo a especulação no mercado acionário, mas a identificação de oportunidades relacionadas ao setor imobiliário que possam gerar valor para o portfólio. Segundo o documento, a participação em ações funciona como uma ferramenta complementar dentro do mandato do fundo.
BTHF11 movimenta R$ 268 mi no mercado secundário
Outro ponto destacado pela gestão foi a atividade realizada no mercado secundário ao longo do período. De acordo com o relatório, o BTHF11 executou aproximadamente R$ 268 milhões em operações no mercado secundário, utilizando cerca de R$ 102 milhões de caixa. O fundo possui mandato que permite a realização de ajustes na carteira conforme a avaliação da equipe gestora sobre oportunidades e condições de mercado.
Segundo o relatório, a carteira estava concentrada principalmente em fundos imobiliários de tijolo, CRIs, fundos imobiliários de papel, caixa e ativos reais. Entre os ativos da carteira também havia exposição tática a ações de empresas ligadas ao setor imobiliário.
Além disso, o fundo seguia negociado abaixo de seu valor patrimonial. Segundo a gestão, o desconto era de aproximadamente 7,8%, podendo alcançar 17,9% quando considerado o chamado “duplo desconto”, que incorpora os descontos patrimoniais dos fundos imobiliários presentes na carteira.
Com valor de mercado de cerca de R$ 1,9 bilhão, patrimônio líquido superior a R$ 2 bilhões e mais de 320 mil cotistas, o BTHF11 está entre os maiores FIIs da categoria de hedge funds listados na B3. O fundo tem como estratégia combinar geração de renda por meio de ativos imobiliários e operações voltadas à captura de ganhos de capital dentro de seu mandato de investimento.