SNEL11 tem negociação de R$ 42 milhões e consolida maior liquidez da sua história em junho
O fundo imobiliário SNEL11 voltou a registrar mais um dia de forte volume de negociações na B3. Nesta quinta-feira (25), o fundo movimentou aproximadamente R$ 42 milhões em volume financeiro, mantendo o ritmo elevado observado ao longo de junho.
O desempenho reforça o aumento da liquidez do fundo em um momento marcado pela quinta emissão de cotas, operação que poderá captar até R$ 2,3 bilhões para financiar a expansão do portfólio de ativos ligados ao setor de energia renovável.
O avanço nas negociações acompanha o crescimento da base de investidores. Recentemente, o SNEL11 ultrapassou a marca de 105 mil cotistas e passou a figurar entre os veículos mais líquidos do segmento de infraestrutura e energia listada.
O SNEL11 registra em junho o maior volume de negociações de sua história. Até o momento, o veículo já movimentou mais de R$ 93 milhões no mercado secundário, superando o recorde anterior alcançado em maio.
SNEL11: maior liquidez acompanha expansão do fundo
O aumento do volume negociado acontece paralelamente à maior oferta de ativos do SNEL11. Os recursos da quinta emissão deverão ser destinados à aquisição de novos projetos de geração de energia, ampliando a carteira do fundo.
Nos últimos meses, o veículo também reforçou sua presença no setor por meio da aquisição de novas usinas e da expansão de sua capacidade instalada, consolidando sua estratégia voltada ao segmento de energia limpa.
Além da perspectiva de crescimento, o fundo preserva uma política estável de distribuição de rendimentos. O SNEL11 manteve o pagamento de R$ 0,10 por cota por 24 meses consecutivos, o que representa um dividend yield mensal de aproximadamente 1,18%, considerando o preço de fechamento de maio.
A combinação entre expansão do portfólio, crescimento da base de cotistas, estabilidade nos dividendos e maior liquidez vem sustentando o interesse dos investidores pelo fundo.
Detalhes da oferta do SNEL11
A oferta prevê inicialmente a emissão de aproximadamente 221,3 milhões de cotas, ao preço unitário de R$ 8,32. Nessa estrutura-base, o fundo busca captar cerca de R$ 1,84 bilhão para financiar novos investimentos e ampliar sua carteira de ativos.
O montante total da operação poderá ser ampliado em até 25% por meio de um lote adicional, elevando o volume potencial da oferta para aproximadamente R$ 2,3 bilhões, caso haja demanda suficiente por parte dos investidore
Além do valor de emissão, os participantes da oferta deverão desembolsar R$ 0,33 por cota referentes aos custos de distribuição. Com isso, o preço final de subscrição foi definido em R$ 8,65 por cota.
Qual a tese do fundo imobiliário?
A estratégia do SNEL11 está concentrada em ativos de geração distribuída, modelo que transforma a energia produzida em créditos para consumidores conectados à rede elétrica, criando receitas recorrentes e contratos de longo prazo.
Nesse contexto, a redução estrutural dos custos da energia solar pode ampliar ainda mais o mercado endereçável para projetos renováveis, fortalecendo uma das principais teses que sustentam o crescimento do fundo.
Para investidores, a combinação entre liquidez crescente, expansão da geração distribuída e queda contínua dos custos tecnológicos ajuda a explicar por que o SNEL11 tem se destacado entre os veículos voltados à transição energética no mercado brasileiro.