Como investir em energia solar? Setor movimenta R$ 300 bilhões e amplia opções na Bolsa
A energia solar deixou de ser uma tendência para se consolidar como um dos principais segmentos da infraestrutura brasileira. Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o setor já atraiu mais de R$ 300 bilhões em investimentos, impulsionando a expansão de usinas, da geração distribuída e de novos modelos de negócios ligados à transição energética.
O crescimento da fonte também ampliou as alternativas para quem deseja investir no segmento. Hoje, além das ações de empresas do setor elétrico, investidores podem acessar a energia solar por meio de fundos de infraestrutura, fundos imobiliários, títulos incentivados e ETFs.
Antes de escolher um investimento, especialistas recomendam avaliar a qualidade dos ativos, a solidez financeira das empresas ou gestoras, a capacidade de geração de caixa e o histórico operacional dos projetos.
No caso de fundos, fatores como contratos de longo prazo, diversificação dos ativos e indexação das receitas também entram na análise.
Novos fundos surgem e ampliam o acesso à energia solar
Por exemplo, entre os veículos listados na Bolsa está o SNEL11, fundo de infraestrutura dedicado ao setor de energia solar.
O veículo reúne usinas fotovoltaicas operacionais, possui contratos de longo prazo corrigidos pela inflação e recentemente concluiu uma oferta de cotas para ampliar sua carteira de ativos e acelerar novos investimentos em geração renovável.
Outra é o Prisma Proton Energia FIP-IE (PPEI11), veículo que reúne quatro usinas solares 100% operacionais no Nordeste brasileiro.
O fundo combina receitas contratadas de longo prazo corrigidas pelo IPCA com o benefício da isenção de imposto de renda para pessoas físicas elegíveis, característica comum dos FIP-IE.
Já o AZIN11, fundo de investimento em participações em infraestrutura (FIP-IE) gerido pela AZ Quest, também possui exposição ao segmento.
Nos últimos meses, o veículo realizou novos investimentos em projetos de energia solar e infraestrutura de telecomunicações, além de promover reciclagem de ativos dentro da carteira, estratégia que contribuiu para um desempenho acumulado superior ao CDI desde o lançamento.
Segunda maior fonte de energia do país
A expansão da energia solar também produziu impactos relevantes na economia brasileira. Segundo a ABSOLAR, o segmento já gerou mais de 2 milhões de empregos e aproximadamente R$ 96 bilhões em arrecadação tributária, fortalecendo cadeias ligadas à indústria, construção civil, engenharia e prestação de serviços.
No aspecto ambiental, a fonte renovável evitou a emissão de mais de 114 milhões de toneladas de CO₂, reforçando o papel da energia solar na diversificação da matriz elétrica brasileira e no avanço das metas de descarbonização.
Hoje, a fonte soma 68,8 GW de capacidade instalada, respondendo por cerca de 25,3% da matriz elétrica nacional e ocupando a posição de segunda maior fonte de geração do país.