Mato Grosso adiciona 48 mil sistemas solares em um ano; SNEL11 investe em ativos na região
O avanço da geração distribuída de energia solar continua acelerado no Brasil, com destaque para Mato Grosso, que ultrapassou a marca de 239 mil sistemas instalados. Segundo levantamento da Solfácil, elaborado a partir de dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o estado adicionou cerca de 48 mil novas conexões nos últimos 12 meses, ficando entre os líderes nacionais em expansão.
O desempenho acompanha o ritmo observado em todo o país. Até maio deste ano, o Brasil somava 4,4 milhões de sistemas de geração distribuída, sendo quase 300 mil novas instalações registradas apenas entre janeiro e maio.
As residências seguem como o principal motor desse crescimento e representam a maior parte das conexões à rede elétrica.
Já os segmentos rural, comercial, industrial e o setor público respondem pelo restante da capacidade instalada.
A expansão da energia solar tem ampliado o mercado potencial para empresas e fundos que investem em ativos de geração distribuída, impulsionados pela busca de consumidores por alternativas para reduzir o custo da conta de luz.
Entre os veículos expostos a essa tendência está o SNEL11, fundo imobiliário especializado em ativos ligados à geração de energia solar, que vem acelerando a aquisição de novas usinas nos últimos meses.
SNEL11 possui ativos em MT
Como parte dessa estratégia, o fundo anunciou recentemente a compra da UFV Juti, usina localizada em Mato Grosso do Sul. O empreendimento possui 2,5 MW de capacidade instalada (3,37 MWp), já está em operação e deverá entrar em fase de locação após a conclusão das negociações com clientes.
A aquisição ainda prevê um período de Renda Mínima Garantida (RMG), mecanismo utilizado para preservar a geração de caixa enquanto o ativo atinge sua ocupação plena.
Além desse investimento, o SNEL11 firmou contratos, em 2026, para incorporar 20 usinas solares, em uma transação estimada em R$ 436,2 milhões, que acrescentará cerca de 87,5 MWp ao portfólio do fundo.
FII pode triplicar patrimônio com 5ª emissão
De acordo com o prospecto da ofertado SNEL11, a operação tem potencial para elevar o patrimônio líquido do fundo de R$ 889,9 milhões para até R$ 3,29 bilhões. Essa projeção considera a colocação integral das cotas e o eventual exercício do lote adicional, conforme os termos da emissão.
A expansão também contempla um aumento relevante da capacidade instalada dos ativos, que pode passar de 149,4 MWp para 635,2 MWp. O número de projetos no portfólio pode avançar de 37 para 224 empreendimentos, com a incorporação de 187 novos projetos de geração solar, caso a oferta seja concluída nos parâmetros indicados.
As estimativas dependem da efetivação da oferta e não constituem garantia de desempenho futuro. A execução do pipeline e a alocação dos recursos seguirão o cronograma e as condições estabelecidas no prospecto, sujeito às etapas regulatórias e de mercado.
Junho teve maior volume de negociação da história do FII
O fundo fechou junho com o maior volume de negociações desde o seu lançamento. Segundo dados da gestora, as cotas movimentaram mais de R$ 150 milhões ao longo do mês, estabelecendo um novo recorde de liquidez para o veículo no período.
O aumento da liquidez coincidiu com a ampliação da base de investidores. Até 26 de junho, o fundo registrou a entrada de 17.327 novos cotistas, enquanto 4.966 investidores deixaram o FII. O saldo líquido foi de 12.361 novos cotistas no intervalo apurado.
Com esse avanço, a base total alcançou 111.603 investidores, o que posiciona o FII entre os maiores da B3 em número de cotistas. Os dados indicam que o veículo esteve entre os FIIs que mais adicionaram investidores no país durante o mês, tanto em termos absolutos quanto proporcionais.