China avança com megaprojeto de energia solar; tendência acompanhada pelo SNEL11

China avança com megaprojeto de energia solar; tendência acompanhada pelo SNEL11
Energia renovável solar, tese do SNEL11. Foto: Unsplash

A China segue ampliando seus investimentos em energia renovável com a construção da chamada “Grande Muralha Solar”, um projeto que prevê a instalação de um corredor de usinas fotovoltaicas de aproximadamente 400 quilômetros de extensão no deserto de Kubuqi, na região da Mongólia Interior. A iniciativa reforça a expansão global da geração de energia limpa, movimento acompanhado por investidores do SNEL11.

Quando estiver concluído, o complexo deverá contar com 60 gigawatts (GW) de capacidade instalada, tornando-se uma das maiores concentrações de geração solar do mundo. Atualmente, cerca de 27,3 GW já estão em operação, enquanto novas usinas seguem em construção ou em fase de planejamento.

O projeto foi desenvolvido em uma área desértica por reunir alta incidência solar e amplo espaço para grandes parques fotovoltaicos.

Além de ampliar a oferta de energia renovável para centros urbanos, a iniciativa também busca conter o avanço da desertificação por meio da recuperação de áreas degradadas.

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A energia produzida será destinada principalmente ao abastecimento de grandes cidades chinesas durante períodos de maior consumo, complementando outras fontes da matriz energética, como eólica e carvão.

Apesar de liderar os investimentos em fontes renováveis, a China continua dependente do carvão mineral. A própria Mongólia Interior, onde está sendo construída a muralha solar, permanece como a maior região produtora de carvão do país, evidenciando a estratégia chinesa de promover uma transição energética gradual.

Expansão da energia limpa fortalece perspectiva para o setor

O avanço de projetos de grande escala reforça uma tendência global de crescimento da geração renovável, impulsionada pelo aumento da demanda por eletricidade, pela eletrificação da economia e pelos compromissos de redução das emissões de carbono.

Nesse cenário, fundos imobiliários voltados para infraestrutura de energia, como o SNEL11, acompanham a evolução do setor.

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O FII investe em ativos ligados à geração distribuída de energia solar no Brasil, segmento que vem se beneficiando do avanço da transição energética e da crescente busca por fontes renováveis.

Segundo as autoridades chinesas, o complexo solar também contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa. A estimativa é que os projetos já em operação na região evitem a emissão de aproximadamente 1,6 milhão de toneladas de dióxido de carbono por ano.

Embora o projeto esteja localizado na China e não tenha impacto direto sobre os ativos do SNEL11, iniciativas dessa magnitude reforçam a expansão estrutural do mercado global de energia solar e evidenciam o ritmo de investimentos em infraestrutura renovável, uma tendência que continua sustentando o desenvolvimento do setor no longo prazo.

SNEL11 cresce 233% em 12 meses e alcança marca de 115 mil cotistas

O fundo imobiliário SNEL11 alcançou a marca de 115 mil cotistas, consolidando um dos maiores avanços entre os fundos listados na B3 nos últimos 12 meses. Em junho do ano passado, a base de investidores somava 34.559 cotistas, o que representa um crescimento de aproximadamente 233% no período.

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A expansão da base acompanha um momento de crescimento do fundo, marcado pela ampliação do portfólio, aumento da liquidez no mercado secundário e pela realização da quinta emissão de cotas.

Nos últimos meses, o SNEL11 também registrou recordes de negociação na Bolsa, refletindo o maior interesse dos investidores pelo segmento de infraestrutura voltada à geração distribuída de energia solar.

O crescimento da base de cotistas ocorre em paralelo à expansão operacional do fundo, que recentemente ampliou seu portfólio com novas usinas e elevou sua capacidade instalada para mais de 100 MWp já em operação.

5ª emissão do FII pode levar patrimônio a mais de R$ 3 bilhões

De acordo com o prospecto da oferta do SNEL11, a operação tem potencial para elevar o patrimônio líquido do fundo de R$ 889,9 milhões para até R$ 3,29 bilhões. Essa projeção considera a colocação integral das cotas e o eventual exercício do lote adicional, conforme os termos da emissão.

A expansão também contempla um aumento relevante da capacidade instalada dos ativos, que pode passar de 149,4 MWp para 635,2 MWp. O número de projetos no portfólio pode avançar de 37 para 224 empreendimentos, com a incorporação de 187 novos projetos de geração solar, caso a oferta seja concluída nos parâmetros indicados.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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