Liquidação do XPIN11: cronograma de entrega das cotas do IVBP11 e encerramento do fundo é revisado

Liquidação do XPIN11: cronograma de entrega das cotas do IVBP11 e encerramento do fundo é revisado
Liquidação do XPIN11: cronograma de entrega das cotas do IVBP11 e encerramento do fundo é revisado (Foto: Pexels/Yetkin Agac)

O fundo imobiliário XPIN11 (Invista Industrial FII) teve o cronograma  da etapa final de sua liquidação revisado. Em fato relevante divulgado nesta quinta-feira (23), a gestora Invista Real Estate informa que a entrega das cotas do Invista Business Park FII (IVBP11) aos cotistas — e o consequente encerramento do fundo,  previstos para 31 de julho de 2026 conforme cronograma indicativo anterior — passam a seguir um cronograma revisado.

O ajuste na liquidação do XPIN11 decorre de exigências da CVM e da Anbima durante o registro da oferta pública das cotas do IVBP11.

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Segundo o documento, as exigências impossibilitaram destinar a oferta ao público investidor em geral, e ela passou a ser dirigida exclusivamente a investidores qualificados. A gestora e a administradora afirmam ter estruturado a oferta “em estrita conformidade” com tais exigências.

O que muda e o que permanece no cronograma

O resultado final do processo permanece o mesmo: os cotistas do XPIN11 receberão cotas do IVBP11. A amortização parcial das cotas — com entrega de cotas do XP Log FII (XPLG11) e pagamento de R$ 18 milhões em caixa — segue mantida para 28 de julho de 2026, sem alterações de valor ou forma.

Também permanecem a distribuição de rendimentos, correspondente a, no mínimo, 95% dos resultados apurados pelo regime de caixa, o direito do cotista de receber cotas do IVBP11 e sua exposição ao portfólio imobiliário subjacente.

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O ajuste recai sobre o caminho até essa entrega. Por causa da alteração do público-alvo, as cotas do IVBP11 só poderão ser negociadas pelo público em geral após um período de restrição (lock-up) de seis meses, contado a partir do encerramento da oferta — cuja data indicativa é 31 de agosto de 2026, ainda sujeita a confirmação. Apenas ao fim desse prazo ocorrerá a entrega direta das cotas e a liquidação final do fundo.

O documento registra que o período de restrição decorre de exigência regulatória aplicável à oferta, não constituindo decisão discricionária da gestora ou da administradora, que permanecem obrigadas a observá-lo integralmente.

Durante o período de restrição, os cotistas do XPIN11 seguem na titularidade de suas cotas, que representam indiretamente a participação nas cotas do IVBP11 detidas pelo fundo. A partir do encerramento da oferta, será convocada Assembleia Geral de Cotistas do IVBP11 para ampliar seu público-alvo — de investidores qualificados para investidores em geral.

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As datas informadas são indicativas e estão condicionadas ao encerramento efetivo da oferta, que marca o início da contagem do prazo de seis meses; eventuais ajustes serão divulgados por Comunicado ao Mercado e/ou Fato Relevante específico.

Alienação do portfólio do XPIN11 já havia sido concluída

O XPIN11 já havia concluído a alienação da totalidade de seu portfólio imobiliário aos fundos IVBP11 e XPLG11 e quitado integralmente as obrigações financeiras vinculadas ao fundo, incluindo o CRI anteriormente emitido. Desde então, sua carteira passou a ser composta exclusivamente por cotas desses fundos e disponibilidades em caixa, etapa que deu início aos procedimentos de liquidação e encerramento.

O desfecho do processo — entrega direta das cotas do IVBP11 e cancelamento do registro do XPIN11 perante a CVM e a B3 — deve ocorrer em 2027, se confirmada a data indicativa de encerramento da oferta. O encerramento definitivo observará o mesmo procedimento de leilão de frações já adotado na amortização parcial.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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