Fundo imobiliário salta 147% no resultado e reforça reserva; veja os números

Fundo imobiliário salta 147% no resultado e reforça reserva; veja os números
Fundo imobiliário salta 147% no resultado e reforça reserva. Foto: Pixabay

O fundo imobiliário PCIP11 apurou resultado distribuível de R$ 18,903 milhões em junho, um salto de 147% sobre o mês anterior. As receitas totais somaram R$ 3,887 milhões e as despesas ficaram em R$ 1,217 milhão no período.

Por cota, o resultado distribuível foi de R$ 1,11, número que já absorveu um impacto negativo de R$ 0,08 por cota. Esse efeito veio da integralização, com deságio, da posição total do CRI Cortel II A, tanto a parcela sênior quanto a subordinada, no FII CTA. 

O deságio foi calculado pelo valor recuperável do ativo, antecipando uma potencial perda associada à operação.

O rendimento anunciado ficou em R$ 1,07 por cota, pago em 15 de julho de 2026. Como o fundo gerou mais do que distribuiu, os rendimentos do PCIP11 elevaram a reserva acumulada para R$ 0,61 por cota ao fim de junho.

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Sobre a cotação de fechamento de R$ 78,50, o provento equivale a um dividend yield mensal de 1,36%, ou 16,4% anualizado. Considerando a cota patrimonial de R$ 91,88, o yield anualizado fica em 14,0%. Os proventos são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas dentro das condições da legislação.

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As movimentações da carteira do PCIP11

O fundo imobiliário PCIP11 encerrou o mês com 94,0% do patrimônio líquido alocado, dos quais 86,6% em CRIs e operações estruturadas. 

Esse bloco rende, em média, 16,6% ao ano, ou IPCA + 10,8% ao ano, com prazo médio de 3,5 anos e spread médio de 2,1% ao ano. O caixa responde por 6,0% do PL.

São 81 CRIs e cinco operações estruturadas na carteira de crédito. Do total, 93% estão indexados ao IPCA, 4% ao CDI, 3% ao IGP-M e 1% em prefixado. No consolidado, o portfólio tem yield nominal de 16,2% ao ano, ou IPCA + 10,5%, com prazo médio de 3,3 anos.

Em junho, o fundo reforçou posições. O CRI Swiss Park recebeu mais R$ 7,1 milhões, a IPCA + 10,0% ao ano, e o CRI Visconde ganhou R$ 5,5 milhões, a IPCA + 13,0% ao ano. Na outra ponta, o FII PCIP11 encerrou a posição no CRI KeyCash Sênior, no volume de R$ 5,6 milhões.

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A carteira é diversificada em 15 segmentos, com maior exposição a varejo (20%), pulverizado (15%) e financiamento à construção (13%), seguidos por logística (10%), loteamento (9%), shopping (8%) e educacional (7%). 

Por região, São Paulo concentra 40% da carteira de CRIs. O fundo mantém ainda exposição oportunística a oito FIIs de crédito, que somam 7,4% do patrimônio, com yield nominal de 16,3% ao ano.

Desconto e desempenho do PCIP11 na bolsa

No mês, a cota do fundo recuou 5,1% e o ano acumula -1,4%, ante alta de 86,7% desde o início, o equivalente a 9,8% ao ano nesse intervalo.

O patrimônio líquido soma R$ 1.563,1 milhões, ou R$ 91,88 por cota, enquanto o valor de mercado está em R$ 1.335,4 milhões, ou R$ 78,50 por cota. A diferença deixa o fundo PCIP11 sendo negociado a 0,85 vez o patrimônio.

Na média de 12 meses, a distribuição foi de R$ 0,91 por cota, com os R$ 1,07 pagos em junho reforçando o histórico recente do PCIP11.

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