Produtores superam 120 sacas por hectare e reforça tese de terras produtivas do SNFZ11
O avanço da produtividade da soja pode ter impacto direto sobre a rentabilidade das lavouras, e dados de áreas acompanhadas pelo CESB mostram a dimensão desse efeito: produtores com rendimento superior a 120 sacas por hectare alcançaram ROI de 186,1% e margem líquida média de R$ 9.906,88 por hectare.
O cenário reforça a importância do ganho de eficiência por área para o mercado de terras agrícolas, tema diretamente relacionado à estratégia do SNFZ11, que possui seis fazendas e 3.160 hectares no portfólio.
O levantamento considera dados das safras entre 2021/22 e 2025/26 e aponta uma relação entre maiores níveis de produção e retornos financeiros mais elevados entre os participantes avaliados. Nas áreas com produtividade inferior a 60 sacas por hectare, o ROI médio foi negativo em 1,4%, enquanto as propriedades acima de 120 sacas apresentaram resultado expressivamente superior.
Entre os dez participantes de melhor desempenho em cada safra, a produtividade média chegou a 126,3 sacas por hectare, acompanhada de retorno sobre o investimento de 187,6%. Nas demais 4.064 áreas auditadas, a média foi de 87,2 sacas por hectare e ROI de 100%.
Para o mercado de terras, os números ajudam a evidenciar por que produtividade e qualidade operacional são fatores relevantes na avaliação de uma propriedade. A capacidade de produzir mais em uma mesma área pode elevar a geração econômica da terra sem exigir necessariamente uma expansão da área cultivada.
Essa dinâmica ganha relevância para o SNFZ11 porque sua estratégia está concentrada na aquisição de fazendas produtivas e posterior arrendamento aos produtores. O fundo possui propriedades em Gaúcha do Norte, Nova Lacerda e Paranatinga, todas em Mato Grosso, com áreas que somam 3.160 hectares.
Eficiência por hectare ganha espaço no campo
No caso do SNFZ11, a infraestrutura de irrigação representa um componente relevante dessa estratégia. Dos 3.160 hectares que compõem as seis fazendas, 1.060 hectares são irrigados, ampliando a estrutura disponível para o desenvolvimento das atividades agrícolas.
A irrigação pode contribuir para maior previsibilidade do manejo e para o planejamento das culturas, especialmente em regiões nas quais o calendário agrícola depende das condições climáticas. Assim, a infraestrutura se conecta ao objetivo de preservar a capacidade produtiva das terras ao longo dos ciclos.
Fazendas produtivas sustentam estratégia do SNFZ11
O modelo do fundo é baseado no conceito de Buy-to-Lease, com aquisição de propriedades rurais produtivas e posterior arrendamento a produtores. Dessa forma, a atividade agrícola realizada nos imóveis é parte importante da dinâmica econômica que sustenta os contratos de locação.
As seis fazendas são arrendadas à Jequitibá Agro. Nas propriedades adquiridas mais recentemente, os contratos estabelecem remuneração de 25 sacas de soja por hectare útil ao ano nas áreas irrigadas e piso de 15 sacas por hectare nas áreas de sequeiro.
A estrutura aproxima o desempenho produtivo da utilização econômica das terras. Embora o fundo não seja responsável pela operação agrícola, a produtividade potencial dos imóveis é um elemento relevante para a capacidade de geração de receita dos arrendatários e para a atratividade das propriedades.
Além da soja, as áreas podem ser utilizadas em diferentes momentos do calendário agrícola. A possibilidade de sucessão entre culturas, incluindo a segunda safra, amplia o aproveitamento dos hectares e mantém as propriedades inseridas em uma dinâmica produtiva durante diferentes períodos do ano.
Nesse contexto, os dados sobre produtividade ajudam a dimensionar o valor econômico de uma característica central da tese do SNFZ11: não se trata apenas de possuir terras, mas de manter imóveis inseridos em regiões agrícolas e com estrutura capaz de sustentar sua exploração produtiva.