SNEL11, KNRI11 e RPRI11 são destaques do Bom Dia FIIs (6/1)

SNEL11, KNRI11 e RPRI11 são destaques do Bom Dia FIIs (6/1)
SNEL11 atua no mercado de energia renovável - Foto: Freepik

Os fundos imobiliários SNEL11, KNRI11 e RPRI11  são os destaques desta terça-feira (6), dia seguinte a mais uma máxima histórica para o IFIX, que fechou o pregão desta segunda-feira (5) com mais uma máxima histórica. 

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O índice de FIIs fechou em 3.782,93 pontos, alta de 0,11% em relação ao resultado de sexta-feira (2), depois de repetir ao longo do dia a tendência das últimas semanas e passar praticamente toda a sessão em alta, à exceção de um pequeno período no início da tarde em que operou abaixo do resultado de sexta. 

Na última hora, no entanto, o IFIX voltou a acelerar, superou a máxima obtida nos primeiros minutos e, mesmo com novo recuo nos últimos minutos, se manteve em resultado suficiente para obter o segundo recorde em duas sessões no ano.

Confira os destaques do mercado de fundos imobiliários:

KNRI11 vende 90% de ativo logístico em Jundiaí (SP); veja valor e impacto na receita

O fundo imobiliário KNRI11 assinou um compromisso para a venda de 90% do imóvel logístico Jundiaí Industrial Park, localizado em Jundiaí, a cerca de 60 km de São Paulo. O percentual equivale à participação integral do FII na propriedade do imóvel, que conta com 75.976 metros quadrados de área bruta locável (ABL) e está 100% ocupado.

O valor da transação é de R$ 255 milhões, com pagamento de 60% à vista, assim que a negociação for concluída, e mais duas parcelas semestrais, com vencimento em julho de 2026 e janeiro de 2027, ambas com correção prevista no acordo e não informada pela Kinea, gestora do FII, no comunicado inicial.

A venda teve um ganho de 3,25% sobre o valor de avaliação atual, de R$ 247 milhões, e representa uma valorização superior a 43% em relação ao custo de aquisição do Imóvel. O lucro estimado é de R$ 77 milhões, equivalente a R$ 2,73 por cota, com taxa interna de retorno (TIR) de aproximadamente 11% ao ano, um retorno consolidado equivalente a 123% do CDI líquido no período.

Quanto aos dividendos do KNRI11, a projeção é que, após a concretização da venda, haja um  impacto positivo de R$ 0,07 na renda recorrente; A Kinea aponta, no entanto, que o processo de gestão ativo pode modificar a distribuição de rendimentos ao longo do tempo. 

RPRI11 anuncia dividendos com retorno de 1,45% em janeiro

O fundo imobiliário RPRI11 anunciou a distribuição de R$ 1,235 por cota em dividendos referente aos rendimentos de dezembro. Terão direito ao provento os cotistas posicionados até o encerramento do pregão de 30 de dezembro de 2025, com pagamento programado para 14 de janeiro de 2026. Considerando o preço de fechamento de R$ 85,39, o rendimento corresponde a um dividend yield mensal de aproximadamente 1,45%

O RPRI11 terminou o mês de novembro com uma carteira composta por 26 operações, todas adimplentes e cumprindo regularmente suas obrigações financeiras. Em termos de distribuição, o fundo pagou R$ 0,90 por cota em dezembro, referente aos resultados de novembro. O valor corresponde a um dividend yield anualizado de 13,33% sobre a cota a mercado, equivalente a uma rentabilidade ajustada de IPCA + 11,18% ao ano.

A gestão destaca que o desempenho mensal do RPRI11 está diretamente ligado ao comportamento da inflação, uma vez que a carteira é majoritariamente indexada ao IPCA. A maior parte dos CRIs considera o índice com defasagem de dois meses, o que explica o impacto do IPCA de 0,48% registrado em outubro sobre o resultado de novembro.

HGLG11 avança para incorporar portfólios de LVBI11 e PATL11

O fundo imobiliário HGLG11 recebeu aval dos cotistas para avançar na unificação dos portfólios de logística do Grupo Pátria, após a aprovação da incorporação dos imóveis do PATL11. A operação envolve a aquisição integral dos ativos do fundo pelo valor de R$ 356 milhões e prevê a posterior liquidação do fundo.

A decisão foi tomada em assembleia geral extraordinária e também recebeu aprovação dos cotistas do próprio HGLG11, permitindo que o fundo avance no processo de consolidação dos ativos logísticos atualmente sob gestão do Pátria. A transação faz parte de uma reorganização mais ampla que busca concentrar imóveis, ampliar a escala e racionalizar as estruturas na plataforma de logística da gestora.

A consolidação também envolve o LVBI11, cuja incorporação já foi aprovada pelos investidores, e tem como foco fortalecer o portfólio consolidado, aumentar a eficiência operacional e melhorar a liquidez do HGLG11, que pode se tornar o maior FII de mercado brasilero, com patrimônio líquido acima de R$ 10 bilhões após a conclusão do processo.

SNEL11 capta R$ 620 milhões e alcança valor de mercado de R$ 950 milhões

A Suno Asset concluiu a quarta oferta pública do fundo imobiliário SNEL11, que investe em usinas fotovoltaicas no modelo de Geração Distribuída (GD). Com captação de mais de R$ 620 milhões, o valor de mercado do fundo chegou a cerca de R$ 950 milhões. O montante eleva o total sob gestão da casa para R$ 3,3 bilhões.

O diferencial da operação está no modelo inovador que combina a captação tradicional de recursos financeiros junto a investidores institucionais em conjunto com a captação com vendedores de ativos que desejam permanecer com exposição ao setor de energia limpa após a venda dos seus ativos, beneficiando-se de benefícios proporcionados pelo SNEL11, como diversificação, gestão profissional e eficiência tributária.

Na prática, o antigo dono da usina vende o ativo ao SNEL11 e aporta parte dos recursos ou compensa parte dos créditos existentes na oferta, um mecanismo permitido pela regulação há algum tempo, mas que ganhou força em um ambiente de escassez de capital líquido.

“O modelo aproveita uma regulação bem testada em outros fundos e se mostra especialmente eficiente quando há múltiplas partes envolvidas, como pessoas físicas, empresas operacionais e holdings familiares”, explica Vitor Duarte, diretor de investimentos da Suno Asset. “A maior vantagem para o SNEL11 é comprar ativos sem risco de performance ou vacância, sem curva J, ou seja, com geração de receita desde o primeiro dia.”

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foto: Fernando Cesarotti
Fernando Cesarotti
Editor

Jornalista, editor do FIIs.com.br. Graduado em Jornalismo pela Unesp, com pós-graduação em Jornalismo Literário, com 25 anos de experiência em coberturas de economia, política e esportes. Passagem também pelo meio acadêmico, como professor universitário em cursos de Comunicação e líder de empresa júnior.

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