O‌ ‌‌IFIX‌‌ fechou ‌a‌ ‌última‌ quinta-feira‌ ‌(09)‌ ‌em alta de 0,18%,‌ terminando ‌o‌ ‌dia‌ ‌em 2.720,14 pontos.‌ ‌No‌ ‌acumulado‌ ‌do‌ ‌mês‌ ‌de‌ agosto ‌e‌ ‌do‌ ‌ano‌ ‌de‌ ‌2021,‌ ‌a‌ ‌variação‌ ‌do‌ ‌índice‌ ‌é‌ ‌de‌ -1,08%‌ ‌e‌ -5,22%,‌ ‌respectivamente.‌

Já o ‌‌índice‌‌ ‌‌‌‌SUNO30‌‌‌‌ ‌‌fechou‌‌ ‌‌em‌‌ 0,00%‌ ‌‌e‌‌ ‌98,57 pontos.‌‌ ‌‌Veja‌‌ ‌‌na‌‌ ‌‌tabela‌‌ ‌‌‌abaixo:‌‌ ‌ 

fechamento fiis

Confira as principais notícias do mercado de FIIs:

HGRE11 informa resultados e detalha situação de portfólio

A Credit Suisse, gestora do CSHG Real Estate (HGRE11), comunicou nesta quinta-feira (9) aos seus investidores por meio de relatório gerencial, os resultados do mês de agosto. Como complemento, os cotistas foram informados sobre a movimentação do portfólio do fundo.

Em relação ao mês de agosto, o HGRE11 apresentou uma receita total de R$ 9,9 milhões, o que levou a um resultado de R$ 7,7 milhões (R$ 0,65 por cota). Confira na tabela abaixo:

hgre11

A carteira de imóveis do fundo encerrou o mês de agosto com 23,44% de vacância física e 24,95% de vacância financeira. Veja no gráfico abaixo a evolução da vacância do fundo:

HGRE11

A Credit Suisse disse que as vacâncias física e financeira tiveram um leve aumento em relação ao mês de julho por conta da devolução do 5º andar no Ed. Jatobá. 

Saída de locatários

Na verdade, parte do processo de desocupação do Edifício deve ser concluído até o fim do ano. Em contrapartida, a empresa Armac que havia locado o 7º andar, formalizou a expansão ao 6º andar. A gestão trabalha a possibilidade de ocupação também do 5º andar pela mesma empresa. 

Diante disso, a gestora avisou que, caso esta expansão seja concretizada, o HGRE11 não terá de vacância em relação aos espaços desocupados do imóvel citado. 

Ainda em relação à Torre Jatobá, a gestão destacou que tem existido boa procura para locação. A postura comercial do fundo tem sido agressiva, com boas expectativas de fechar mais locações até o fim do ano. 

Novas negociações

Em relação à Torre Martiniano, as negociações com a empresa interessada na ocupação de quase 50% da torre seguem em andamento. 

A gestão afirmou que o cenário ainda incerto traz maior lentidão nas discussões e aprovações internas da empresa em questão, “além da demanda ser de uma consolidação de algumas operações da empresa, o que deixa a análise mais complexa”. 

Além desse processo, a Torre Martiniano possui outras sondagens de alguns interessados. Mas nada de concreto fechou este último mês.  

Para ajudar nesta parte comercial, estão em fase de produção duas maquetes, uma que mostrará todo o complexo por fora e outra que ampliará os espaços internos para que seja mais compreensível o entendimento de todas as partes do prédio. 

Este material está em fase de produção e deve ficar pronto nas próximas semanas, assim como os móbiles com informações detalhadas do empreendimento. 

Sobre o Paulista Star, o fundo tem percebido uma mudança no perfil de interessados, cujo maior volume tem sido de áreas menores – de 1 a 3 andares. Tal mudança tem sido interpretada pela gestora como uma tendência de mercado. 

Na visão da gestão, as grandes empresas têm buscado prédios com lajes maiores e proximidade com transporte público, e as empresas menores preferem locais mais centrais e com maior disponibilidade de comércio e serviços ao redor, características dos Paulista Star. 

No momento, o fundo quer ocupar o prédio com diversos locatários. Isso pode ajudar a mitigar o risco de concentração e permitir buscar melhor precificação das locações. Confira abaixo o atual perfil do fundo em relação às suas locações:

hgre11

O HGRE11 está evoluindo na venda dos outros cinco andares que o fundo ainda detém do Ed. Mario Garnero, visando a composição do caixa para honrar os compromissos deste ano. O fundo precisa quitar a parcela final da aquisição do Ed. Chucri Zaidan e o término das obras da Torre Martininano. 

A conclusão da operação está prevista para ocorrer ao final do mês de setembro e início de outubro. 

O CSHG Real Estate é um fundo imobiliário do tipo tijolo com foco no mercado de escritórios comerciais. 

VISC11 informa resultados e apresenta melhora do fundo

A gestora do Vinci Shoppings Centers FII (VISC11) informou seus cotistas por meio de Relatório Gerencial os resultados do fundo no mês de agosto. Em complemento, a Vinci Real Estate, gestora do fundo, analisou os indicadores do fundo e destacou sua recuperação.

Em agosto, a distribuição de rendimentos anunciada foi de R$ 0,55 por cota. Esse valor é 10% superior à distribuição do mês anterior. Confira abaixo:

VISC11

Da mesma forma, a Vinci Real Estate lembrou que esta distribuição representa um crescimento mensal médio composto de 21,8% desde o fim da segunda onda do COVID-19 ocorrida em abril deste ano. 

O fundo também produziu resultado acumulado não distribuído em R$ 0,07/cota, que poderá ser utilizado para distribuições futuras. 

Caso seja concretizado o negócio com a  Ancar Ivanhoe, a gestão estima que o rendimento mensal distribuído pelo Fundo de outubro de 2021 a setembro de 2022 se situe entre R$ 0,60 e R$ 0,66 por cota. 

Um cenário de recuperação

Diante disso, a gestora acredita que o  cenário segue benéfico para retomada das operações. 

No mês de julho, a flexibilização das medidas restritivas com relação à capacidade dos shoppings e o avanço nos esforços de vacinação tem contribuído com a recuperação do setor de shoppings. 

Prova disso é que o portfólio do VISC11 segue com 100% dos shoppings abertos e opera com o equivalente a 99,3% do horário de funcionamento pré-pandemia. 

Porém, a gestão lembra que a retomada da atividade não tem se mostrado uniforme em todas as regiões. O portfólio do fundo, em julho, apresentou vendas 13% abaixo do mesmo mês em 2019, quando comparamos os mesmos shoppings, com destaques para Fortaleza e Belém que apresentaram crescimento. 

As cidades que apresentaram melhores resultados são locais onde ocorreu uma flexibilização das restrições ao funcionamento mais acelerado. 

Indicadores dos ativos do fundo

As vendas/m² dos shoppings atingiram R$ 986,0/m², um aumento de 56,1% quando comparadas com o mesmo período do ano anterior e uma redução de 21,2% quando comparado a 2019. Comparando apenas os mesmos shoppings em julho de 2021 e 2019, a redução é de 13,2%. Confira:

VISC11

A inadimplência líquida do mês foi de -0,3%, uma redução de 21,6 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior e um aumento de 7,9 ponto percentual quando comparado a 2019.

A taxa de ocupação encerrou o mês em 91,7%, o mesmo patamar observado no mês anterior:

O Vinci Shoppings Centers FII é um fundo imobiliário do tipo tijolo. Seu objetivo é a obtenção de renda por meio da aquisição ou venda de ativos imobiliários, em especial os shoppings centers.

XPLG11 informa resultados e rendimentos do mês de agosto

A XP Asset Management, gestora do XP Log FII (XPLG11), comunicou nesta quinta-feira (9) aos seus investidores, os resultados e rendimentos do fundo referentes ao mês de agosto. 

Referente ao mês de agosto, o fundo informou a distribuição de R$ 0,62 por cota. Isso que corresponde ao dividend yield anualizado de 7,1% em relação ao valor de mercado da cota no fechamento do mês (R$ 105,47/cota). O pagamento acontecerá no dia 15 de setembro. 

Confira na tabela abaixo mais detalhes sobre os resultados do XPLG11:

XPLG11

A gestora destacou que, observada a legislação aplicável, o fundo possui a estratégia de uniformização de distribuição de rendimentos, sempre em consonância com o fluxo de caixa no semestre e condicionada à existência de resultados acumulados.

No mercado secundário, o volume de negociação das cotas do XPLG11 foi de R$ 103,3 milhões (média diária de R$ 4,7 milhões). A média diária sofreu uma redução de 2,3% em relação ao mês anterior. 

A gestão disse que não foram registradas inadimplências neste mês, resultando no recebimento integral de todas as receitas previstas. Porém, houve aumento na vacância do fundo. Observe na tabela abaixo:

XPLG11

Além disso, a gestora afirmou que, em conjunto com players renomados do mercado, segue trabalhando na prospecção de potenciais locatários para as áreas vagas dos ativos. 

Por fim, a XP Asset acrescentou que, nos últimos meses, houve um “incremento no nível de demandas por galpões em razão da retomada da atividade econômica e da evolução do processo de vacinação contra o COVID-19”. 

O XP Log FII é um fundo imobiliário do tipo tijolo com foco no mercado de galpões logísticos. Além disso, o XP Log FII possui investimentos em aplicações financeiras e em outros FIIs.