BRCO11 distribui dividendos com yield de 11% e registra reserva de R$ 29,1 milhões
O fundo imobiliário BRCO11 encerrou junho de 2026 com resultado de R$ 12,364 milhões e anunciou a distribuição de R$ 1,05 por cota aos investidores. Com base no preço de fechamento das cotas no mês, o pagamento corresponde a um dividend yield anualizado de 11,0%.
Segundo o relatório gerencial, o fundo distribuiu em junho o equivalente a 153% do lucro caixa do período. No acumulado do primeiro semestre de 2026, esse percentual ficou em 95,2%.
Apesar da distribuição acima do lucro caixa mensal, o BRCO11 segue apoiado por uma reserva acumulada de resultados não distribuídos de R$ 29,1 milhões, equivalente a R$ 1,62 por cota, o que oferece flexibilidade para a política de rendimentos.
A receita total do fundo alcançou R$ 22 milhões em junho. Já a receita imobiliária apresentou uma leve redução de R$ 200 mil, reflexo principalmente do menor aluguel variável recebido do empreendimento Ramada Viracopos.
As despesas com propriedades continuaram sendo impactadas pela vacância dos ativos Bresco Canoas e Bresco Resende, além dos custos de IPTU do imóvel Bresco Viracopos. As despesas financeiras, por sua vez, referem-se ao financiamento utilizado na aquisição dos empreendimentos Bresco Viracopos e Bresco Simões Filho.
Portfólio do BRCO11 supera 590 mil m² e foca em ativos logísticos
O BRCO11 possui atualmente um portfólio formado por 14 empreendimentos logísticos, que somam aproximadamente 591 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL).
Segundo a gestora, os imóveis ainda possuem potencial de expansão de até 15%, permitindo aumento da área locável conforme a demanda dos ocupantes.
A receita anual estabilizada contratada supera R$ 218 milhões, sendo que 71% desse montante é proveniente de ativos classificados como last mile, voltados para distribuição próxima aos grandes centros consumidores.
Além disso, cerca de 23% da ABL está localizada em um raio de até 25 quilômetros da cidade de São Paulo, considerada uma das regiões logísticas mais estratégicas do país.
A vacância física consolidada do portfólio encerrou junho em 7,4%, patamar considerado administrável para um fundo com foco em ativos de alta qualidade.
Contratos garantem previsibilidade da receita
Outro destaque do portfólio é o perfil dos contratos de locação.
O prazo médio remanescente dos contratos é de 4,7 anos, enquanto 36% da receita está vinculada a contratos atípicos, modalidade que costuma oferecer maior previsibilidade de fluxo de caixa ao fundo.
O perfil dos locatários também chama atenção. Segundo a gestora, mais de 75% dos inquilinos possuem grau de investimento, com classificação entre AAA (br) e AA (br) — ou equivalente em escala global.
Além disso, 13 dos 14 imóveis contam com especificações técnicas de padrão A+, característica que tende a aumentar a competitividade dos ativos diante da demanda por galpões logísticos modernos.