GARE11, BRCO11, ZAGH11 e MAGM11 são destaques do Bom Dia FIIs (25/8)

GARE11, BRCO11, ZAGH11 e MAGM11 são destaques do Bom Dia FIIs (25/8)
GARE11, BRCO11, ZAGH11 e MAGM11 são destaques do Bom Dia FIIs (25/8) (Foto: Pexels/Rajiv Singh)

Os fundos imobiliários GARE11, BRCO11, ZAGH11 e MAGM11 são os destaques do Bom Dia FIIs desta terça-feira (25). Na segunda-feira (24), o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX) encerrou o pregão aos 3.677,98 pontos, com queda de 0,11%, equivalente a um recuo de 4,18 pontos em relação ao fechamento anterior, de 3.682,16 pontos.

Entre os fundos imobiliários mais negociados do dia, o GGRC11 movimentou 3,16 milhões de cotas e caiu 0,66%, enquanto o MXRF11 teve volume de 2,78 milhões de cotas e recuou 0,65%.

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GARE11: raio-x do FII com carteira, contratos, vacância e dividendos

BRCO11 registra lucro de R$ 17,5 mi e acumula R$ 30 mi em reserva
Fundo imobiliário ZAGH11 lucra R$ 1,18 mi em julho e avança em obras
Selic em 14% desafia FIIs, mas gestor do MAGM11 vê oportunidade na volatilidade

Confira os destaques do mercado de fundos imobiliários:

GARE11: raio-x do FII com carteira, contratos, vacância e dividendos

Com uma carteira dividida entre renda urbana, logística e escritórios, o fundo imobiliário GARE11 encerrou junho de 2026 com 33 imóveis e cerca de 463,8 mil metros quadrados de área bruta locável. O relatório mais recente traz ainda vacância física e financeira zerada e prazo médio remanescente dos contratos, medido pelo WAULT, de 9,89 anos.

Apesar de classificado no segmento de renda urbana, o fundo tem receita de outros segmentos relevantes. Pela receita imobiliária de junho, 61% vinham de imóveis de renda urbana, 31% do logístico e 8% de escritórios, com ativos espalhados por 15 estados e locados a 11 inquilinos. 

Entre os locatários estão Grupo Carrefour, BAT, GPA, Grupo Mateus, MRV, Air Liquide, Desco, Mercado Livre, 3 Corações, Vale e Almanara, com o Carrefour à frente da receita, seguido por BAT e GPA. Este raio-x reúne informações de carteira, contratos, ocupação e dividendos do GARE11, não representando uma recomendação de investimento, mas é informativo para o investidor tirar suas conclusões.

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BRCO11 registra lucro de R$ 17,5 mi e acumula R$ 30 mi em reserva

O BRCO11 (Bresco Logística) registrou lucro caixa de R$ 17,5 milhões em julho, segundo o relatório gerencial do FII. No período, a receita total alcançou R$ 22,1 milhões. A receita imobiliária apresentou aumento de R$ 100 mil no mês, impulsionada pelo aluguel variável do Hotel Ramada Viracopos.

As despesas com propriedades foram influenciadas, principalmente, pela vacância dos imóveis Bresco Canoas e Bresco Resende, além das despesas de IPTU relacionadas ao imóvel Bresco Viracopos. Já as despesas financeiras estão relacionadas aos juros dos financiamentos contratados para a aquisição dos imóveis Bresco Viracopos e Bresco Simões Filho.

Em julho, o fundo anunciou a distribuição de R$ 0,91 por cota aos investidores. Considerando a cotação de fechamento do mês, o rendimento corresponde a um dividend yield de 9,5% ao ano. O fundo também encerrou o mês com R$ 30,2 milhões em lucro caixa acumulado e ainda não distribuído, equivalente a aproximadamente R$ 1,68 por cota.

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FII ZAGH11 lucra R$ 1,18 mi em julho e avança em obras

O fundo imobiliário ZAGH11 registrou resultado caixa de R$ 1,18 milhão em julho de 2026, segundo o relatório de gestão do fundo. No período, o fundo distribuiu R$ 0,06 por cota aos investidores. O valor corresponde a um dividend yield mensal de 0,66%, ou 7,91% ao ano, considerando a cotação de fechamento de julho, de R$ 9,10 por cota.

Pelas regras aplicáveis aos fundos imobiliários, o ZAGH11 deve distribuir aos cotistas, no mínimo, 95% dos resultados apurados pelo regime de caixa. A rentabilidade acumulada total do fundo desde o início é de 18,1%. No mesmo período, o IFIX apresentou retorno de 33,75%.

Na comparação com os principais indicadores de referência, a rentabilidade líquida acumulada do ZAGH11 corresponde a 37,36% do CDI líquido e a 91,36% do IPCA no período. Entre os principais avanços registrados em julho está o andamento das obras do Groenlândia 910, empreendimento com previsão de entrega para outubro de 2026.

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Selic em 14% desafia FIIs, mas gestor do MAGM11 vê oportunidade na volatilidade

O mercado de fundos imobiliários (FIIs) atravessa um período de elevada volatilidade, pressionado pela combinação entre juros ainda altos, incertezas fiscais e o ambiente eleitoral. Para Tomas Gouvêa, gestor do MAGM11, a taxa de juros continua sendo o principal fator por trás da reprecificação das cotas, embora o cenário também esteja criando oportunidades para investidores com horizonte de longo prazo.

A Selic está atualmente em 14%, enquanto os juros reais dos títulos públicos indexados à inflação permanecem em níveis elevados. Na avaliação do gestor, esse ambiente mantém a renda fixa como uma alternativa competitiva e exige um prêmio maior dos ativos imobiliários negociados em Bolsa.

“Quando a gente olha essa NTNB com alguns picos que a gente teve, acima de 8,5%, isso influencia muito diretamente essa reprecificação dos fundos imobiliários. Naturalmente, quando a gente teve outros momentos, há cinco ou seis anos, de grande fechamento dessas NTNBs, da redução da taxa Selic e, naturalmente, da redução do juro real, a gente viu um movimento oposto, uma reprecificação para cima dos fundos imobiliários”, afirmou Gouvêa.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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