O Fundo de Investimento Imobiliário Capitânia Securities II (CPTS11), administrado pelo BTG Pactual Serv. Fin. S/A DTVM, divulgou nesta sexta-feira (19) o seu relatório gerencial do mês de março, no qual descreveu seus resultados e rendimentos mensais.

O Capitânia Securities II (CPTS11), conforme consta no relatório, é um FII constituído sob a forma de condomínio fechado cujo objetivo é proporcionar rentabilidade aos seus cotistas por meio da aquisição preponderantemente de ativos de origem imobiliária.

O gestor destaca que o CPTS11 “manteve o seu patamar de resultados e distribuição de dividendos no mês, graças ao ativismo da gestora tanto no mercado primário quanto no mercado secundário”.

O Capitânia Securities II destacou que o tamanho que o fundo adquiriu lhe permite acessar transações com risco e retorno acima do que o mercado consegue obter, permitindo que consigamos, consistentemente, vender esses papéis para corretoras, private bank, wealth management e outras gestoras de forma a girarmos a carteira e realizarmos ganhos de capital”.

Até a data do relatório, os recursos da oferta do CPTS11 já foram 100% alocados, não obstante, já terem sido alocados, o fundo está girando a carteira para novas oportunidades. Desse modo, já foi vendido o equivalente a R$ 93 milhões em abril. A alocação em Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e FII soma 99% do patrimônio líquido nesta data.

Portfólio do CPTS11

Do percentual do patrimônio líquido do Capitânia Securities II, as 5 maiores posições de alocação do fundo são:

  1. FII - 33,4%;

  2. Shopping - 18,0%;

  3. Comercial - 16,6%;

  4. Logístico/Industrial - 15,7%;

  5. Varejo - 5,4%.

Importante dizer também que o Capitânia Securities II possui 33,5% do patrimônio líquido dividido em 41 FIIs. O percentual de FIIs de CRI da carteira de FIIs é de 28,4%. Na exposição do CPTS11 por devedor/risco principal, as 5 maiores posições são:

  • FII - 33,4%;

  • Helbor - 6,3%;

  • General Shopping - 5,5%;

  • BR Malls 5,4%;

  • Even Estoque RJ FII - 5,2%.

CPTS11 anuncia resultados de março e atualiza seu portfólio

No mês de março, o CPTS11 adquiriu R$ 359 milhões em novos CRIs, sendo a maioria papéis que já tinha ou já teve em carteira. Destaque para aquisição de R$ 100 milhões do CRI GSFI e para R$ 18 milhões de um CRI em mercado primário, o CRI Tellus.

Este CRI primário o  Capitânia Securities II financiou a aquisição de duas lajes locadas no Condomínio São Luiz, na cidade de São Paulo-SP pelo fundo TEPP11. O CRI foi adquirido a 5,75% e conta com a garantia das lajes adquiridas, além de cessão fiduciária dos contratos de locação dessas duas lajes e de outros contratos de titularidade do fundo.

Do lado de FIIs, o CTPS11 adquiriu quase R$ 200 milhões e vendeu  em torno de R$ 34 milhões. As vendas geraram cerca de R$ 3,3 milhões em resultado para o fundo. Além disso, a posição em FIIs possui por volta de R$ 20 milhões de resultado acumulado, considerando os preços de fechamento do mês.

Resultados e rendimentos do CPTS11

No dia 13 de abril de 2021, o CPTS11 anunciou  a distribuição de R$1,01 por cota, com pagamento no dia 14 de abril de 2021 para os detentores de cotas do fundo no dia 13 de abril de 2021. Este dividendo distribuído aos cotistas corresponde a 582,2% do CDI em relação à cota de mercado e já descontando o Imposto de Renda.

Desde seu início, na data do dia 5 de agosto de 2014, o Capitânia Securities II tem um retorno anualizado de 12,3%, considerando 3 fatores:

  1. O investimento inicial na cota de emissão a R$ 100,00;

  2. Os R$ 73,66 distribuídos no período reinvestidos no fundo;

  3. Venda da cota no preço de mercado no dia 31 de março de 2021 a R$ 101,50.

O gestor do CPTS11, Capitânia Investimentos, comentou o fato de que em março o IFIX caiu 1,38%, o XPFT11 caiu 2,96% e o XPFP11 subiu 0,15%. Já o IMOB subiu 9,74% no mesmo período.

No gráfico a seguir, o gestor do CPTS11 traz um comparativo de rentabilidade do IFIX, XPFI e XPFP, através dos retornos acumulados desde o ano de 2019.

CPTS11 anuncia resultados de março e atualiza seu portfólio

Conforme consta no relatório, a rentabilidade no mercado foi ajustada por proventos do CPTS11 em março, equivalente a +2,61% versus -1,38% do IFIX. Desde o seu início, a cota a mercado ajustada do fundo rendeu +121,77% versus +103,70% do IFIX e 72,59% do CDI.

O patrimônio líquido do CPTS11 é de R$ 1,748 bilhão, enquanto o valor de mercado é de R$ 1,865 bilhão. A receita do fundo em março totalizou R$ 16,43 milhões e o resultado nesse período foi de quase R$ 14,20 milhões, equivalente a R$ 1,06 por cota.