Faria Lima supera R$ 300 por m²; mas Vila Olímpia pode ampliar vacância, diz BTG

Faria Lima supera R$ 300 por m²; mas Vila Olímpia pode ampliar vacância, diz BTG
Avenida Faria Lima, em São Paulo (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

O mercado de lajes corporativas de alto padrão em São Paulo manteve trajetória positiva no primeiro trimestre de 2026, com avanço da demanda, valorização dos aluguéis e redução da vacância, segundo relatório setorial do BTG Pactual.

O principal destaque ficou para a região da Avenida Faria Lima, onde os preços pedidos superaram a marca de R$ 300 por metro quadrado. Já a Vila Olímpia deve seguir em direção oposta, com expectativa de aumento da vacância nos próximos trimestres.

Segundo o banco, a taxa de vacância consolidada do mercado caiu para 13,4% no primeiro trimestre, recuo de 1,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. O movimento ocorreu mesmo com a entrada de cerca de 26 mil metros quadrados de novo estoque no período, indicando continuidade da absorção de áreas pelo mercado.

Faria Lima lidera alta dos preços

A Faria Lima permaneceu como principal referência do mercado corporativo premium em São Paulo. De acordo com o relatório, a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida por ativos de maior qualidade sustentou a alta dos valores pedidos, agora acima de R$ 300 por metro quadrado.

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O movimento reforça a valorização dos edifícios mais modernos e bem localizados, em um cenário de menor disponibilidade de espaços na região.

Além da Faria Lima, o BTG destacou bom desempenho em Pinheiros, no eixo Rebouças, e na região da Avenida Chucri Zaidan, áreas que seguem registrando liquidez e negociações relevantes.

Segundo o banco, também continua o movimento de flight-to-price, no qual empresas buscam alternativas em regiões adjacentes com custos mais competitivos.

Vila Olímpia entra no radar

Nem todas as regiões acompanham o mesmo ritmo de alta. O relatório aponta que a Vila Olímpia deve apresentar aumento de vacância nos próximos trimestres, refletindo devoluções relevantes já mapeadas e baixa expectativa de absorção no curto prazo.

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Segundo o BTG Pactual, o impacto tende a ser localizado e não deve alterar de forma relevante o equilíbrio geral do mercado paulistano.

Ainda assim, o cenário mostra que a recuperação segue desigual entre bairros e edifícios, com ativos mais modernos e bem posicionados concentrando a demanda.

O que esperar do mercado de lajes corporativas

Para os próximos meses, o BTG mantém visão positiva para o setor de escritórios em São Paulo. A combinação entre demanda consistente, escassez de grandes lajes e novas entregas já negociadas tende a sustentar a trajetória de valorização dos aluguéis ao longo de 2026.

Entre os FIIs de escritórios acompanhados pelo mercado e com exposição ao segmento de lajes corporativas estão PVBI11 (VBI Prime Properties), HGRE11 (CSHG Real Estate), VINO11 (Vinci Offices) e BRCR11 (BTG Pactual Corporate Office Fund). O desempenho desses fundos depende de fatores próprios, como portfólio, contratos, localização dos ativos e gestão.

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foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

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