NUIF11 mantém dividendos em 114% do CDI e reduz exposição à Aegea

NUIF11 mantém dividendos em 114% do CDI e reduz exposição à Aegea
FI-Infra. Foto: Pixabay

O fundo de infraestrutura (FI-Infra) NUIF11, da Nu Asset, manteve a distribuição de R$ 1,00 por cota referente ao mês de abril, reforçando um dividend yield anualizado de aproximadamente 13,5% com base na cotação de mercado do fim do período.

Segundo a gestão, o patamar equivale a cerca de 114% do CDI após o ajuste de gross up do imposto de renda. Nos últimos 12 meses, o fundo acumulou distribuição de R$ 14,00 por cota, retorno equivalente a aproximadamente 128% do CDI líquido ajustado.

Apesar da manutenção dos dividendos, abril foi marcado por continuidade da reprecificação dos ativos de infraestrutura no mercado secundário. O ambiente de maior aversão a risco e abertura adicional de spreads pressionou a indústria de crédito incentivado ao longo do período.

Segundo a gestão, o cenário também foi impactado por fluxo de resgates em fundos da indústria, reduzindo o apetite por novas ofertas primárias e aumentando a volatilidade dos ativos negociados no mercado secundário.

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Nesse contexto, o NUIF11 encerrou abril com retorno patrimonial negativo de 1,1%. Ainda assim, o fundo segue acumulando retorno superior ao IMA-B no longo prazo.

Desde o início das operações, a cota patrimonial sobe cerca de 44,3%, enquanto a cota de mercado acumula valorização próxima de 44,2%, acima dos 36,9% do IMA-B no mesmo intervalo.

FI-Infra NUIF11 reduz exposição à Aegea após aumento de riscos

Durante o mês, a gestão zerou a posição em Águas do Rio, ativo ligado ao grupo Aegea, diante da percepção de aumento do risco de crédito e maior dificuldade de captação futura para o emissor.

Segundo o relatório gerencial, os ativos da companhia sofreram pressão após mudanças em práticas contábeis que aumentaram a volatilidade dos papéis no curto prazo.

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Apesar disso, a gestora afirmou que os números divulgados pela companhia ficaram alinhados às projeções internas de crédito e não alteraram a visão estrutural sobre o grupo.

NUIF11 manté exposição a Corsan

No caso específico de Águas do Rio, porém, a equipe identificou desafios operacionais relacionados principalmente à inadimplência e à alavancagem financeira, fatores que motivaram a saída da posição e o monitoramento mais próximo do case.

A gestão destacou ainda que mantém exposição ao grupo por meio da Corsan, considerada menos impactada pelos ruídos recentes.

No detalhamento de performance, o principal impacto negativo veio do componente de spread e trading, que contribuiu negativamente em cerca de 2,7% no mês. Parte desse efeito foi compensada pelo carrego da carteira, responsável por contribuição positiva próxima de 1,4%.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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