FII recebe aviso de saída de inquilino; impacto pode chegar a R$ 0,20 por cota

FII recebe aviso de saída de inquilino; impacto pode chegar a R$ 0,20 por cota
FII recebe aviso de saída de inquilino; impacto pode chegar a R$ 0,20 por cota (Foto: Hedge Investments)

O fundo imobiliário HJCT11 (Hedge JHSF Capital Prime Offices Fundo de Investimento Imobiliário) recebeu uma notificação da União Química Farmacêutica Nacional informando que a companhia não pretende renovar o contrato de locação de dois conjuntos da Continental Tower, em São Paulo.

A futura desocupação poderá reduzir o resultado operacional e, consequentemente, o rendimento do fundo em aproximadamente R$ 0,20 por cota, segundo estimativa da administradora.

A saída está prevista para 31 de dezembro de 2026, quando termina a vigência do contrato. A locação envolve as unidades 161 e 162, localizadas no 16º pavimento da Continental Tower, na Avenida Magalhães de Castro, nº 4.800, na capital paulista. Juntas, elas correspondem a aproximadamente 7,8% da área locável total do fundo.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/Banner-Materias-01-Dkp_-1420x240-1.png

Quanto a saída pode afetar os rendimentos?

A estimativa de R$ 0,20 por cota considera não apenas o aluguel mensal atualmente pago pela União Química, mas também os custos relacionados a condomínio e IPTU. Na prática, são despesas que podem passar a ser suportadas pelo fundo enquanto os espaços estiverem vagos, além da perda da receita de locação.

O impacto, porém, não é imediato. O contrato permanece em vigor até o último dia de 2026. A administradora informou ainda que a notificação foi apresentada dentro do prazo de antecedência previsto contratualmente. Como a devolução ocorrerá no encerramento normal da vigência, não haverá pagamento de multa pela locatária.

A gestão afirmou que já permanece ativa na busca por potenciais novos ocupantes para o imóvel. Dessa forma, o efeito efetivamente observado depois de dezembro dependerá, entre outros fatores, da situação de ocupação dos conjuntos naquele momento.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/DT-PS-HOME-DE-ARTIGOS-1420x240-ID_01_x1.jpg

Fundo mantinha ocupação de 100%

A comunicação ganha relevância também pelo atual nível de ocupação do portfólio. Dados disponíveis em 30 de junho de 2026 apontavam vacância de 0% e ocupação de 100%. Assim, caso os dois conjuntos sejam efetivamente devolvidos e permaneçam sem novos locatários, o fundo passará a conviver com espaços vagos.

Os dados disponíveis em 10 de agosto também mostravam o HJCT11 negociado a R$ 120 por cota. O valor patrimonial era de aproximadamente R$ 134,6 milhões, equivalente a R$ 103,85 por cota, enquanto o valor de mercado aparecia próximo de R$ 155,5 milhões.

O fundo tinha 1.296.249 cotas emitidas e 154 cotistas. A liquidez média diária dos 30 dias anteriores estava em aproximadamente R$ 21,1 mil.

https://files.sunoresearch.com.br/gaia/uploads/2026/01/1180x300-1.jpg

Avaliação elevou valor patrimonial

O aviso sobre a futura desocupação ocorre pouco mais de um mês depois de outra mudança relevante nos números patrimoniais do fundo. Em 29 de junho, o HJCT11 divulgou fato relevante relacionado à avaliação de imóvel que elevou o valor patrimonial em 24,8%. O tema também foi abordado posteriormente no relatório gerencial referente a junho.

Agora, o principal ponto de acompanhamento passa a ser a busca por novos ocupantes para as unidades que serão devolvidas. Como a União Química continuará no imóvel até o encerramento do contrato, no fim de dezembro, existe um intervalo de alguns meses entre a comunicação e a efetiva desocupação.

A administradora informou que novas informações serão apresentadas nos relatórios gerenciais. Até que a saída ocorra, portanto, o impacto estimado de R$ 0,20 por cota ainda não se materializa no resultado operacional do fundo imobiliário HJCT11.

Você investe bem em fiis? Um consultor Suno pode te mostrar caminhos que talvez você não conheça.
foto: Marcelo Monteiro
Marcelo Monteiro

Formado pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em 1996, Marcelo Monteiro tem três décadas de carreira como jornalista. No currículo, inclui passagens e colaborações em veículos como Zero Hora, Correio Braziliense, Valor Econômico, InfoMoney, Gazeta Mercantil, Placar, Diário Catarinense, Fut!, Hoje em Dia e Diário de S.Paulo. É autor dos livros "U-507 - O submarino que afundou o Brasil na Segunda Guerra Mundial" (2012) e "U-93 - A entrada do Brasil na Primeira Guerra Mundial" (2014). Dirigiu os documentários "Delírios - Filosofia e reflexão no túnel da morte" (2021) e "Além do Limite - Quando a meta é sobreviver" (2022)

últimas notícias