SNEL11 integra novas usinas solares ao porfólio e reforça geração de caixa

SNEL11 integra novas usinas solares ao porfólio e reforça geração de caixa
SNEL11. (foto: Pixabay)

O fundo imobiliário SNEL11 terminou maio com a incorporação de três novas usinas solares ao seu portfólio, ampliando a capacidade instalada operacional e reforçando sua estratégia de expansão no segmento de geração distribuída de energia.

No período, foram concluídas os precedentes das aquisições das usinas fotovoltaicas Várzea, em Pernambuco, Canoa Quebrada e Poconé, ambas em Mato Grosso. Juntas, elas adicionaram 15,6 MWp de capacidade instalada ao fundo.

Com a integração dos novos ativos, o SNEL11 passou a contar com 25 projetos operacionais e 103,5 MWp de capacidade instalada integralizada, consolidando o crescimento do portfólio em um momento de expansão da geração solar distribuída no país.

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O avanço também se refletiu nos resultados financeiros. Em maio, o fundo registrou resultado de aproximadamente R$ 16,36 milhões, impulsionado pela ampliação da base de ativos e pela evolução operacional da carteira.

Além do crescimento do portfólio, o fundo foi beneficiado por mudanças regulatórias. O reajuste tarifário homologado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a área de concessão da Cemig-D elevou a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD), favorecendo a rentabilidade de parte dos projetos do SNEL11.

SNEL11: novas usinas focam em estratégia de expansão

Entre os ativos incorporados está a usina Canoa Quebrada, localizada em Lucas do Rio Verde (MT), com capacidade de 6,1 MWp e geração anual estimada em 10.918 MWh.

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Embora ainda esteja em fase de comercialização, o projeto conta com Receita Mínima Garantida (RMG) durante os seis primeiros meses após o fechamento da aquisição, assegurando geração de caixa no período inicial. O NOI Yield projetado é de 15,9%.

Também passou a integrar a carteira a usina Várzea, situada em Recife (PE). Com capacidade igualmente de 6,1 MWp e geração anual estimada em 11.439 MWh, o ativo possui estrutura semelhante, incluindo garantia de receita durante o período de ramp-up comercial. O retorno operacional esperado é de aproximadamente 16,3%.

Já a usina Poconé, em Mato Grosso, acrescentou 3,45 MWp ao portfólio. Diferentemente dos demais ativos, o empreendimento já possui contrato de locação firmado até 2036, na modalidade take-or-pay, oferecendo maior previsibilidade de receitas desde sua incorporação. O NOI Yield estimado é de 15,6%.

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Reajuste tarifário fortalece geração de receitas

Outro fator importante para o desempenho do fundo foi o reajuste tarifário aprovado pela Aneel para a Cemig-D, concessionária que atende a principal região de atuação do SNEL11 em termos de capacidade instalada.

A partir de 28 de maio, a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) registrou alta de 9,6%, enquanto a Tarifa de Energia (TE) apresentou redução de 2,2%. O efeito combinado resultou em aumento líquido de 5,2% na tarifa total, percentual superior ao IPCA acumulado no período.

Como parte do portfólio do SNEL11 está conectada à área de concessão da Cemig-D, a atualização tarifária tende a ampliar a geração de caixa dos ativos e fortalecer a capacidade de distribuição de resultados do fundo ao longo dos próximos meses.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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