BTCI11 paga dividendos de 1% ao mês e revela o que mudou em sua carteira
O fundo imobiliário BTCI11 encerrou março com lucro líquido de R$ 8,636 milhões, sustentado por receita total de R$ 9,658 milhões e despesas de R$ 1,022 milhão.
Com base no resultado do período, o fundo distribuiu R$ 0,093 por cota aos investidores em 15 de abril de 2026, referente à competência de março. Esse pagamento representou um retorno mensal de 1,01% com dividendos do BTCI11.
Ao fim do mês, o patrimônio líquido do BTCI11 somava R$ 1 bilhão, enquanto seu valor de mercado estava em R$ 915,6 milhões.
A cota patrimonial encerrou março em R$ 10,09, ao passo que a cota negociada em bolsa fechou em R$ 9,20.
Movimentações do fundo BTCI11 em março
Em termos de alocação, 88% do patrimônio líquido foi investido em 31 operações até o final de março. Durante o mês, a gestão do FII BTCI11 reforçou o portfólio com novas posições originadas no mercado primário.
Um dos destaques foi a aquisição do CRI JHSF Cidade Jardim, remunerado a IPCA + 9,2567% ao ano. A operação tem como finalidade financiar reformas nas lojas da Tiffany & Co., Dior e Loro Piana no Shopping Cidade Jardim.
Outra movimentação relevante foi a compra do CRI Diálogo II, com remuneração de IPCA + 8,9% ao ano.
Nesse caso, o lastro da operação está ligado à aquisição de recebíveis originados de contratos de compra e venda de unidades residenciais desenvolvidas pela Diálogo Engenharia em São Paulo.
Além dessas alocações, o fundo imobiliário BTCI11 também fez movimentos táticos de carrego em ativos de curto prazo, estratégia que ajudou a rentabilizar o caixa enquanto novas oportunidades de investimento são avaliadas.
Portfólio do FII
No segmento residencial, que responde por 21,9% do patrimônio líquido, a gestão aponta um ambiente de maior cautela. Segundo o fundo, a persistência da inflação tende a pressionar os custos de construção.
A carteira do BTCI11 segue fortemente concentrada em crédito estruturado, com 82% dos ativos em CRIs e os 18% restantes em fundos imobiliários.
A exposição por indexador do BTCI11 mostra forte proteção inflacionária, com 96% da carteira sendo atrelada ao IPCA, apenas 3% acompanha o CDI e uma parcela residual está em outros indexadores.