HSML11 lucra R$ 10,78 milhões e explica o que impactou o resultado
O fundo imobiliário HSML11 reportou lucro de R$ 10,787 milhões em março, com uma redução frente aos R$ 17,144 milhões registrados no mês anterior.
No período, a receita imobiliária do HSML11 alcançou R$ 17,9 milhões, somada a R$ 866,9 mil em receitas financeiras, enquanto as despesas totalizaram R$ 7,979 milhões. Parte dos custos foi pressionada por gastos com laudos de avaliação, refletidos na linha de “Outras Despesas”.
A queda no resultado mensal do fundo imobiliário HSML11 está relacionada ao desempenho operacional de fevereiro, período que costuma ser mais fraco para o varejo brasileiro.
Fatores como o Carnaval, menor quantidade de dias úteis e maior concentração de despesas sazonais no início do ano impactaram a performance dos shoppings do portfólio.
Mesmo com a retração no resultado, o fundo manteve a distribuição de R$ 0,70 por cota referente a março, em linha com o guidance para o primeiro semestre de 2026, que prevê pagamentos entre R$ 0,70 e R$ 0,75 por cota.
Considerando o valor de mercado ao fim do mês, os rendimentos do HSML11 correspondem a um dividend yield anualizado de 8,8%. No acumulado do ano, o FII apresenta resultado médio de R$ 0,74 por cota, além de uma reserva de R$ 0,13 por cota.
Indicadores da carteira do HSML11
Em fevereiro, o NOI avançou 4% na comparação anual, atingindo R$ 101,02 por metro quadrado.
Seis dos oito shoppings registraram crescimento nesse indicador, com destaque para Via Verde (+16%), SuperShopping Osasco (+15%), Pátio Cianê (+13%), Granja Vianna (+8%), Paralela (+6%) e Metrô Tucuruvi (+5%).
Em contrapartida, o Shopping Pátio Maceió apresentou retração de 10% no NOI. Apesar do aumento de 6% na receita de locação, o ativo do fundo HSML11 foi impactado por maior inadimplência e menor geração de receitas comerciais, como luvas.
Parte desse efeito também decorre de antecipações de receitas realizadas em dezembro de 2025, o que reduziu a base de comparação. Já o Shopping Uberaba (-4%) segue pressionado pelo avanço de sua expansão.
As vendas dos lojistas cresceram 2% na comparação anual, alcançando R$ 1.231,12 por metro quadrado. A taxa de ocupação do FII HSML11 é de 96,7% e o custo de ocupação é de 10%.
A liquidez permaneceu elevada, com volume médio diário de R$ 5,3 milhões, acima da média da indústria. Em duas sessões, o giro superou R$ 10 milhões, e a média registrada foi a mais alta dos últimos 14 meses.
Considerando a cotação de mercado do HSML11, o valor por metro quadrado do portfólio está em R$ 12.451, implicando um cap rate de 10,8% com base no orçamento projetado para 2026.