NUIF11 entrega 113% do CDI e reposiciona carteira em meio a spreads estáveis

NUIF11 entrega 113% do CDI e reposiciona carteira em meio a spreads estáveis
NUIF11 distribui R$ 1 por cota e retorno equivale a 113% do CDI. Foto: Unsplash

O NUIF11, FI-Infra da Nu Asset, distribuiu R$ 1,00 por cota aos investidores na sexta-feira (7). A amortização correspondeu a um dividend yield anualizado de 14,1%, considerando a cota de mercado. Com o ajuste de gross-up do Imposto de Renda, o retorno equivale a 113% do CDI.

A distribuição ocorreu em um momento de maior estabilidade no mercado de fundos de infraestrutura. Segundo a gestão, os fluxos da indústria apresentaram sinais de acomodação, embora os resgates líquidos ainda permaneçam relevantes e o mercado primário siga operando abaixo dos níveis observados no ano passado.

Esse cenário contribuiu para a manutenção dos spreads das debêntures incentivadas em níveis relativamente estáveis ao longo do período. Na avaliação da gestão do NUIF11, o mercado atravessa uma fase de acomodação, sem movimentos bruscos de abertura ou fechamento dos prêmios.

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Na gestão da carteira, o fundo vendeu EEELA4, da CPFL, papel adquirido inicialmente com spread de -2 pontos-base e que foi vendido após o diferencial chegar a -24 pontos-base em relação à NTN-B de referência.

Os recursos foram direcionados para EKTRA8, emissão que apresentava spread de -10 pontos-base sobre a NTN-B de referência. Segundo a gestão, a operação permitiu reposicionar o portfólio em um papel com prêmio relativo considerado mais atrativo dentro da estratégia de crédito do fundo.

Carrego sustenta resultado do NUIF11

A cota patrimonial do NUIF11 avançou 0,86% no mês, enquanto o IMA-B teve alta de 0,97% no mesmo período. A maior contribuição veio do carrego da carteira, responsável por um retorno de 0,77%.

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A contribuição da curva, por meio das posições em NTN-Bs, foi de 0,19%, beneficiada pelo movimento positivo dos juros longos. Já o componente de spread e trading apresentou contribuição neutra, de 0,00%.

O NUIF11 manteve ainda sua exposição a títulos atrelados à inflação, os chamados IPCA+, sem hedge para o risco de curva e em linha com o benchmark IMA-B. A estratégia está relacionada à avaliação da gestão de que os prêmios dos juros reais permanecem em níveis historicamente elevados.

Nesse cenário, uma eventual normalização das taxas pode contribuir positivamente para a performance da carteira. A gestão avalia que o fechamento dos juros reais tende a favorecer os ativos atualmente posicionados no portfólio.

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Ao final do período, o NUIF11 mantinha 1,4% em liquidez. Diante dos spreads ainda comprimidos no mercado de infraestrutura e do deságio observado nas cotas negociadas no mercado secundário, a gestão avaliou que a amortização foi uma alternativa eficiente para devolver recursos aos investidores, permitindo que o capital possa ser realocado de acordo com novas oportunidades de mercado.

Carteira tem 62% dos ativos com rating AAA e acumula alta de 2% no ano

Em julho, a carteira do NUIF11 estava concentrada principalmente em ativos de distribuição de energia, com 32%, seguida por transmissão de energia (14%), rodovias (10%), telecomunicações (9%) e geração de energia (9%).

Em relação à qualidade de crédito, 62% da carteira possuía rating AAA, enquanto 21% estava classificada como AA e 11% como AA+. No acumulado de 2026 até julho, a cota patrimonial do fundo registrava alta de 2%, ante avanço de 5,1% do IMA-B.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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