O FI-Infra NUIF11, da Nu Asset, anunciou a distribuição de R$ 1,00 por cota, com pagamento efetuado em 7 de julho. Considerando o preço de mercado das cotas, o valor correspondeu a um dividend yield anualizado de 13,6%, equivalente a 119% do CDI após o ajuste de gross-up do Imposto de Renda.

No relatório gerencial de junho, a gestora destacou que o mercado de debêntures incentivadas começou a apresentar sinais de estabilização após um período de forte volatilidade.

Segundo o documento, os resgates líquidos dos fundos de infraestrutura somaram R$ 8,9 bilhões em junho, uma queda de 36% em relação ao mês anterior. Apesar de ainda elevados, os números indicam um reequilíbrio gradual entre oferta e demanda na indústria.

A redução da pressão vendedora também foi observada no mercado secundário, onde os spreads das debêntures de infraestrutura fecharam cerca de 25 pontos-base, movimento concentrado principalmente nos ativos considerados mais conservadores durante a segunda metade do mês.

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Mesmo com esse cenário mais favorável para o crédito privado, o desempenho da carteira continuou sendo pressionado pela abertura da curva de juros reais. Em junho, os vencimentos das NTN-B registraram alta média de aproximadamente 50 pontos-base, com a NTN-B 2030 encerrando o mês negociada a 8,52%.

Carteira diversificada do NUIF11 ajudou a reduzir impacto da alta dos juros

Em meio ao ambiente de volatilidade, a gestão afirmou ter aproveitado oportunidades no segmento de crédito atrelado ao CDI para reforçar a diversificação da carteira.

Entre as operações realizadas, o fundo participou da emissão de uma letra financeira perpétua do Itaú, adquirida ao custo de CDI + 1,05%.

Segundo a gestora, o papel passou a ser negociado no mercado secundário a CDI + 0,88%, gerando ganho de marcação a mercado de aproximadamente 0,70%, além do rendimento acumulado no período.

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Retorno da cota patrimonial

No mês, a cota patrimonial do NUIF11 registrou retorno de -0,32%, desempenho superior ao do IMA-B, que recuou 1,04% no mesmo intervalo.

De acordo com a gestora, o resultado refletiu um carrego positivo de 1,17%, parcialmente compensado pelo impacto negativo da abertura da curva de juros e das NTN-B, de -2,18%. Por outro lado, operações de spread e trading contribuíram positivamente em 0,85% para o desempenho do fundo.

O NUIF11 encerrou junho com 2,7% da carteira em caixa e informou que optou por realizar parte da remuneração dos cotistas por meio de amortização de cotas.

Na avaliação da gestão, diante dos spreads ainda comprimidos no mercado de infraestrutura e do desconto das cotas em bolsa, a estratégia representa uma forma mais eficiente de alocação de capital, ao permitir que os investidores reinvistam os recursos conforme novas oportunidades surgirem.