Por que Michelin e SNEL11 escolheram a Bahia para expandir seus projetos solares?

Por que Michelin e SNEL11 escolheram a Bahia para expandir seus projetos solares?
Energia renovável Solar (imagem ilustrativa). Foto: Unsplash

A Michelin anunciou a inauguração de uma nova usina solar na Bahia, ampliando sua estratégia de utilização de energia renovável no Brasil. O empreendimento terá capacidade para gerar, em média, 102 mil kWh por ano e abastecerá estruturas ligadas à pesquisa, biodiversidade e visitação mantidas pela companhia no estado.

A iniciativa reforça um movimento cada vez mais presente entre grandes empresas brasileiras: a busca por fontes próprias de energia limpa para reduzir custos, aumentar a previsibilidade operacional e cumprir metas de sustentabilidade.

Segundo a fabricante francesa de pneus, a usina atenderá o Centro de Estudo da Biodiversidade, o Centro de Pesquisa em Heveicultura e o Espaço Ouro Verde, localizado na Bahia.

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O projeto materializa o compromisso da Michelin com a sustentabilidade, reforçando a integração entre desenvolvimento econômico, responsabilidade ambiental e impacto positivo”, afirmou Glauce Ferman, diretora de Comunicação, Marcas, Sustentabilidade e Relações Públicas da Michelin América do Sul.

SNEL11 estreiou neste ano na Bahia com avanço da geração distribuída

O investimento da Michelin ocorre em um contexto de crescimento acelerado da geração distribuída no Brasil, segmento que também está no centro da estratégia do SNEL11.

Recentemente, o fundo anunciou sua entrada na Bahia por meio da aquisição da UFV Paramirim, usina solar localizada na área de concessão da Neoenergia Coelba. O ativo possui capacidade operacional de 5 MW e produção estimada em aproximadamente 12.168 MWh por ano.

A operação marcou a estreia do SNEL11 no estado e ampliou a exposição do fundo a uma das regiões mais relevantes para a expansão da energia renovável no país. A usina opera no modelo de geração distribuída, transformando energia produzida em créditos para consumidores conectados à mesma rede elétrica.

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O avanço de empresas como a Michelin ajuda a evidenciar uma tendência que vem sendo destacada pela gestão do fundo: a crescente adoção de soluções energéticas descentralizadas por companhias interessadas em reduzir despesas e aumentar a previsibilidade dos custos de energia.

O que vem acontecendo com a Bahia?

A Bahia tem se consolidado como um dos principais polos da transição energética brasileira. Além da forte expansão da energia solar e eólica, o estado atrai investimentos em infraestrutura, manufatura e geração distribuída.

Nesse cenário, movimentos como a inauguração da usina da Michelin e a expansão do SNEL11 refletem o fortalecimento de uma cadeia que continua ganhando escala no país e ampliando a demanda por ativos ligados à energia renovável.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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