Safra recorde de soja pode reforçar SNFZ11; produção deve chegar a 184,1 milhões de toneladas

Safra recorde de soja pode reforçar SNFZ11; produção deve chegar a 184,1 milhões de toneladas
SNFZ11- Foto: Pixabay

A produção brasileira de soja pode alcançar um novo recorde na safra 2026/27. A AgResource Brasil estima uma colheita de 184,1 milhões de toneladas, volume 2% superior às 180,5 milhões de toneladas projetadas para o ciclo 2025/26.

A previsão considera estabilidade da área plantada, com o crescimento vindo principalmente do aumento da produtividade.

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A estimativa da consultoria fica abaixo da projeção mais recente do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), de 186 milhões de toneladas. A diferença está relacionada principalmente à premissa de que não haverá expansão da área cultivada no próximo ciclo e à aplicação de um desconto de 4,9 milhões de toneladas associado aos efeitos do El Niño.

Mesmo com o impacto climático considerado no cálculo, a AgResource avalia que ganhos de produtividade em determinadas regiões podem compensar parte das perdas esperadas no centro-norte do país. A consultoria estima redução de aproximadamente 3,9 milhões de toneladas no Matopiba, 2,7 milhões em Mato Grosso e 1 milhão em Goiás, parcialmente compensadas por ganhos no Sul.

Cenário atual do agro é relevante para Fiagros

O cenário é relevante para o mercado de Fiagros porque a soja é uma das principais culturas da agricultura brasileira e influencia a atividade econômica de produtores, arrendatários, tradings, armazenadores e demais empresas ligadas à cadeia.

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Uma produção maior, contudo, não significa necessariamente preços mais elevados: o efeito sobre a rentabilidade dependerá também de produtividade, custos, câmbio, demanda externa e cotações da commodity.

Para o SNFZ11, a notícia ganha uma dimensão adicional porque o fundo possui exposição direta a propriedades rurais voltadas à produção agrícola, com destaque para fazendas localizadas em Mato Grosso. A estratégia combina a exploração econômica das terras por meio de contratos de arrendamento com investimentos em recebíveis do agronegócio.

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SNFZ11 tem exposição direta a terras produtivas em Mato Grosso

O fundo encerrou o primeiro semestre de 2026 com uma carteira formada por seis fazendas e três operações de CRA, ampliando a exposição a ativos ligados à produção agrícola. Parte relevante da estratégia está concentrada em terras produtivas no Mato Grosso, estado que aparece entre os principais polos brasileiros de produção de soja.

Em uma atualização divulgada em maio, o SNFZ11 informou que a produtividade da soja nas fazendas havia ficado próxima de 60 sacas por hectare, acima das expectativas iniciais. Os contratos de arrendamento também possuem estrutura vinculada à produção, com o fundo recebendo uma parcela correspondente a 25% da produção e realizando o acerto financeiro após a colheita.

Esse modelo cria uma conexão mais direta entre o desempenho agrícola e a geração de receitas das propriedades. Em um cenário de produtividade elevada, por exemplo, uma maior produção física pode favorecer o resultado dos arrendatários e, dependendo das condições contratuais e dos preços da commodity, também contribuir para a remuneração dos ativos do fundo.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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