SNFZ11 conclui compra de três fazendas no MT e chega a 16 mil cotistas
O SNFZ11 (Suno Fazendas) concluiu, em julho, a aquisição de três novas propriedades rurais no Mato Grosso, em um movimento que amplia a exposição do fundo ao mercado de terras agrícolas. Com a operação, o portfólio passou a reunir seis fazendas e três CRAs, totalizando nove ativos.
As novas propriedades são as fazendas Panteão, Berrante e Guaraipós. Com a conclusão das aquisições, a exposição do fundo em imóveis rurais chegou a R$ 306,8 milhões, equivalente a 256,3% do patrimônio líquido.
Todas as fazendas estão arrendadas para a Jequitibá Agro, mantendo a vacância física e financeira do portfólio em zero. A estratégia combina a valorização patrimonial das terras agrícolas com a geração de renda recorrente dos contratos de arrendamento e dos CRAs.
Em julho, o SNFZ11 registrou resultado de R$ 1,59 milhão, ou aproximadamente R$ 0,131 por cota. O desempenho permitiu ao fundo distribuir R$ 0,10 por cota, mantendo o patamar observado nos meses anteriores.
Considerando a cotação de mercado, a distribuição representa um dividend yield anualizado de 13,69%. O fundo também manteve o guidance de rendimentos entre R$ 0,095 e R$ 0,105 por cota para o próximo trimestre.
SNFZ11 amplia exposição a terras agrícolas no Mato Grosso
A expansão também veio acompanhada de crescimento da base de investidores. O fundo encerrou o período com 15.785 cotistas, novo recorde histórico, após a entrada de 564 novos investidores durante o mês.
A terceira oferta pública do SNFZ11, por sua vez, movimentou R$ 51,8 milhões, recursos utilizados para viabilizar a aquisição das três propriedades. Segundo a gestão, a captação representou crescimento de quase 50% do patrimônio do fundo.

Com o movimento, o SNFZ11 também ultrapassou a marca de 16 mil investidores, segundo a comunicação da Suno Asset, tornando-se o maior veículo do segmento em número de cotistas, de acordo com a gestora.
Em Nova Lacerda (MT), estão as fazendas Guaraipós, com 2.242 hectares, dos quais 1.319,23 hectares são de área útil, e Berrante, com 1.164 hectares e 722,98 hectares úteis.
Já a Fazenda Panteão, com 317 hectares e 96,63 hectares de área útil, está localizada em Gaúcha do Norte (MT), região onde o fundo já possui as fazendas Coliseu, Xavante e Triângulo da Gaúcha.
Irrigação pode ampliar produtividade e valor das novas fazendas
Um dos diferenciais das propriedades adquiridas é o potencial de instalação de sistemas de irrigação por pivô central. Parte relevante das áreas deverá receber investimentos em infraestrutura para ampliar a capacidade produtiva das terras.
Segundo a gestão, além de elevar o potencial produtivo, a irrigação pode reduzir a exposição dos ativos aos riscos climáticos e contribuir para a valorização das propriedades ao longo do tempo.
A estrutura também influencia a remuneração dos contratos de arrendamento. Nas áreas irrigadas, o contrato prevê pagamento equivalente a 25 sacas de soja por hectare útil ao ano. Já nas áreas de sequeiro, a remuneração corresponde a 25% da safra, com piso de 15 sacas por hectare útil ao ano.
Considerando a composição entre áreas irrigadas e de sequeiro, a gestão estima um arrendamento mínimo equivalente a 19,77 sacas de soja por hectare útil ao ano nas novas fazendas.
A aquisição foi estruturada com prazo alongado de pagamento. Depois da liquidação da primeira parcela, permanecem nove parcelas anuais a serem pagas ao longo do período originalmente contratado.
Fundo mantém reserva e guidance de dividendos
Em julho, o fundo conseguiu distribuir R$ 0,10 por cota e ainda destinou R$ 0,031 por cota para a reserva de lucros, que terminou o mês com saldo acumulado de aproximadamente R$ 0,38 milhão.
A gestão manteve o guidance de distribuição entre R$ 0,095 e R$ 0,105 por cota para o próximo trimestre, preservando a expectativa de geração de renda recorrente mesmo após a expansão da carteira.