SNCI11 fecha março como credor líquido e supera desempenho do IFIX

SNCI11 fecha março como credor líquido e supera desempenho do IFIX
Resultado do SNCI11. Foto: TheDigitalWay por Pixabay

O fundo imobiliário SNCI11 concluiu, em março de 2026, seu processo de desalavancagem e encerrou o período como credor líquido, com alavancagem líquida negativa equivalente a 1,35% do patrimônio líquido. Segundo a gestão, o movimento reforça a flexibilidade financeira do fundo em um momento de recuperação operacional e melhora de percepção no mercado secundário

No mesmo mês, o fundo manteve a distribuição de R$ 1,00 por cota, em linha com o guidance para o segundo trimestre de 2026, que prevê pagamentos entre R$ 1,00 e R$ 1,10. A reserva acumulada ao fim do período foi de R$ 0,26 por cota.

Durante live com investidores, a gestão destacou que a estratégia do fundo segue focada em previsibilidade e estabilidade de distribuição. “O nosso público privilegia bastante essa consistência, essa constância”, afirmou Bruno Zocchi, analista da Suno Asset.

Mesmo em um ambiente de pressão sobre os CRIs devido à abertura da curva de juros, o SNCI11 apresentou rentabilidade patrimonial positiva de 0,05% no mês. A cota patrimonial foi ajustada para R$ 97,48 após os impactos de marcação a mercado da carteira.

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No mercado secundário, a rentabilidade ajustada do fundo foi de 1,64% em março, superando a média dos fundos comparáveis, além do IFIX e do índice de FIIs de papel.

SNCI11 andou mais que o mercado, diz gestão

Segundo Zocchi, o desempenho recente reflete uma combinação entre previsibilidade de rendimentos, recuperação gradual de crédito e transparência na comunicação com investidores.

“O SNCI teve uma rentabilidade de quase 16% em seis meses, enquanto IFIX e IFIX Papel ficaram na casa de 7% ou 8%”, afirmou o gestor durante a live mensal do fundo.

A gestão também destacou que o fundo passou a negociar próximo do maior P/VP dos últimos 12 meses, em meio à melhora da percepção do mercado em relação à carteira e ao processo de recuperação dos ativos problemáticos.

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Em março, o SNCI11 realizou R$ 22,5 milhões em compras e R$ 10,7 milhões em vendas de ativos, além da quitação antecipada do CRI AXS, originalmente previsto para vencer apenas em 2032.

Fundo mantém cautela com ativos em recuperação

Apesar da melhora operacional, o SNCI11 encerrou março com quatro ativos classificados em tratamento especial: CRIs AIZ, Vanguarda, RDR e Solar Junior.

Segundo a gestão, o CRI Vanguarda já possui estimativa de recuperabilidade próxima de 60% do valor de custo da operação, após avanços relacionados à retomada dos empreendimentos e reestruturação das garantias.

“A gente quer contar sempre com o que é mais certo e não com o que tem possibilidade de acontecer”, afirmou a gestão ao comentar a postura conservadora adotada nas estimativas de recuperação.

O fundo também segue acompanhando o CRI RDR, ainda em processo de recuperação de crédito, enquanto operações como Primato e AXS foram encerradas sem impactos relevantes para o portfólio.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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