HGRE11 lucra R$ 8,9 milhões e divulga novas atualizações da carteira; veja quais
O fundo imobiliário HGRE11 registrou em janeiro um lucro de R$ 8,912 milhões, superando levemente os R$ 8,826 milhões apurados em dezembro.
O resultado do HGRE11 contou com um efeito extraordinário relevante, que foi o vencimento de ativos mobiliários, que acrescentou R$ 0,25 por cota ao resultado, impacto classificado como não recorrente pela gestão.
A receita total do mês alcançou R$ 12,394 milhões, enquanto as despesas somaram R$ 3,481 milhões.
A partir desse resultado, foi anunciada a distribuição de R$ 0,85 por cota, com pagamento previsto para 13 de fevereiro de 2026. A gestão reiterou a expectativa de manter esse mesmo patamar de dividendos do HGRE11 ao longo do primeiro semestre.
O portfólio permaneceu estável em janeiro, sem alterações na ocupação. A vacância física fechou o mês em 5,9%, enquanto a vacância financeira ficou em 4,1%.
Apesar disso, a Armac informou que irá desocupar o imóvel Jatobá após cumprir aviso prévio de seis meses.
A saída está prevista para julho e, quando efetivada, deverá elevar a vacância física projetada do FII HGRE11 para 6,7%.
Atualizações da carteira do HGRE11
A revisional do contrato da BeFly, que ocupa 13.702 m² no edifício Paulista Star, foi concluída. O aluguel, que estava abaixo dos níveis de mercado, foi reajustado com aumento total de 19,6%.
Também está em andamento a renovação antecipada do contrato da Totvs no empreendimento Sêneca. Embora o vencimento atual esteja previsto apenas para março de 2027, já foi firmado um acordo comercial para extensão do vínculo.
A formalização ainda está em discussão, e, por se tratar do maior contrato do portfólio, os termos finais e seus efeitos sobre a receita serão comunicados oportunamente. No mês, os reajustes contratuais abrangeram 12.192 m² de ABL.
Sobre a alavancagem, o fundo imobiliário HGRE11 opera com 2,4% de endividamento sobre o portfólio, sendo cerca de 74% das obrigações concentradas no longo prazo, acima de 12 meses.
A carteira permanece majoritariamente alocada em imóveis, que representam cerca de 86% dos ativos. CRIs correspondem a 3% e FIIs a 4%.
O passivo vinculado à securitização soma R$ 42 milhões, com R$ 11 milhões a vencer no curto prazo e o restante distribuído no longo prazo.
A gestão do HGRE11 projeta redução gradual da alavancagem, estimando que o indicador recue para 1,8% no início de 2027, com novas quedas nos anos seguintes.