HGRE11 registra salto de 35,3% no resultado e projeta dividendos; confira valores
O fundo imobiliário HGRE11 encerrou o mês de março reportando um resultado líquido de R$ 16,997 milhões. O montante mostra um crescimento de 35,3% sobre os R$ 12,559 milhões contabilizados em fevereiro.
O lucro do HGRE11 no mês foi sustentado por R$ 20,446 milhões em receitas, descontadas as despesas que totalizaram R$ 3,448 milhões.
O resultado teve forte influência de um evento não recorrente, que foi a entrada da última parcela referente à negociação do imóvel Faria Lima, que adicionou R$ 0,63 por cota ao balanço.
A gestão distribuiu proventos de R$ 0,85 por cota no dia 15 de abril de 2026. A perspectiva informada aos investidores é de que esse patamar de rendimentos do HGRE11 seja sustentado até o fim do primeiro semestre.
Para ter essa previsibilidade, o fundo conta com uma reserva de lucros acumulada que já atinge a marca de R$ 2,96 por cota.
Gestão de portfólio e ocupação do HGRE11
O portfólio do FII HGRE11 conta com ativos espalhado por três estados brasileiros, que agrega 13 propriedades e ultrapassa os 144 mil m² de Área Bruta Locável (ABL).
A alocação é fortemente concentrada em imóveis físicos, que representam 90% do total, deixando apenas 3% para cotas de FIIs e 3% para CRIs. Cerca de 86% do Valor Patrimonial (VP) provém de lajes corporativas da Grande São Paulo posicionadas nos extratos de alto padrão (A a AAA).
Dentre as últimas aocações, o mês de março transcorreu sem entradas ou saídas no quadro de inquilinos, mantendo a vacância financeira em 4,0% e em 5,8% na métrica física.
Nos contratos, houve reajustes sobre uma área correspondente a 9.053 m² de ABL. Além disso, contou com a recente extensão contratual com a TOTVS. A ocupante do edifício Sêneca renovou seu vínculo até o ano de 2033, com os valores de locação readequados à realidade atual do mercado.
A equipe comercial do fundo imobiliário HGRE11 também conduz uma frente ativa de negociações para destravar valor nos ativos. Há tratativas em curso para a venda de dois conjuntos que integram a participação do fundo no Edifício Transatlântico.
No Edifício Guaíba, as conversas buscam a expansão do espaço ocupado no terceiro andar, mesma estratégia adotada no Edifício Jatobá, onde a gestão tenta convencer atuais locatários a absorverem as áreas vagas.
Já no caso da saída previamente mapeada da empresa Armac, o fundo HGRE11 trabalha para a devolução do andar de modo a agilizar a recolocação do espaço com maior liquidez no futuro.