RBRY11 tem salto de 22,4% em seu lucro e dividendos rendem 14,83% ao ano; veja valores
O fundo imobiliário RBRY11 iniciou o ano registrando um resultado de R$ 19,474 milhões em janeiro, desempenho 22,4% superior ao apurado em dezembro, quando o lucro havia somado R$ 15,909 milhões.
A receita mensal do RBRY11 alcançou R$ 16,918 milhões, enquanto as despesas totalizaram R$ 1,422 milhão.
Com esse resultado, o fundo distribuiu R$ 1,15 por cota aos investidores na forma de dividendos. O valor corresponde a um dividend yield anualizado de 14,83% sobre a cota a mercado, equivalente a uma rentabilidade ajustada de CDI + 1,86% ao ano.
Ao fim do mês, o fundo imobiliário RBRY11 ainda mantinha reserva acumulada de R$ 0,50 por cota.
Além do avanço dos resultados, janeiro também marcou a transição da gestão. A RBR Asset Management se despediu da gestão do fundo, que passou oficialmente ao comando do Patria Investimentos, conforme comunicado divulgado ao mercado.
Últimos investimentos do RBRY11
Dentre os últimos investimentos, o FII RBRY11 realizou um aporte de R$ 8 milhões no CRI Union III. A operação prevê a antecipação de R$ 45 milhões em recebíveis do empreendimento Union, localizado na Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, no Itaim Bibi, em São Paulo, a cerca de 100 metros da Avenida Faria Lima.
O título é remunerado a CDI + 2,0% ao ano e apresenta LTV de 24,9%, contando com alienação fiduciária parcial do imóvel e fiança dos sócios como garantias.
Ao encerrar janeiro, a carteira do fundo RBRY11 reunia 40 operações, todas adimplentes. Desse total, 96% foram ancoradas pela gestora, isto é, operações originadas, estruturadas e/ou com participação superior a 50% na emissão. O portfólio possui LTV médio próximo de 60% e garantias imobiliárias via alienação fiduciária.
Regionalmente, 52% das garantias estão no Estado de São Paulo, sendo que 64% desse percentual se concentram na capital. Além disso, 6% das garantias totais do fundo estão em regiões prime da cidade, como Faria Lima, Jardins e Pinheiros.
No monitoramento de risco, o fundo utiliza modelo proprietário de rating, com notas que variam de AAA a D. Após revisão recente, o CRI HM Maxi Campinas manteve classificação A, cuja exposição é de R$ 40,7 milhões, equivalente a 3,3% do patrimônio líquido do RBRY11. A gestão também destaca a inadimplência de apenas 4% na carteira vinculada.