SNEL11 investe R$ 123 milhões e amplia portfólio com novas usinas funcionais

SNEL11 investe R$ 123 milhões e amplia portfólio com novas usinas funcionais
SNEL11. Foto: iStock.

O SNEL11 avançou em sua estratégia de expansão operacional ao longo de abril de 2026, com a aquisição de cinco novas usinas solares já em funcionamento. Os ativos somam 23,5 MWp de capacidade instalada e envolveram investimento de R$ 123,42 milhões.

Além disso, o fundo firmou um novo contrato de locação com a Associação NUV Energia GO, vinculado à usina UFV Mundo Melhor, localizada em Planaltina (GO). O acordo tem prazo de cinco anos e segue o modelo de geração distribuída com compensação de energia, ampliando a previsibilidade de receitas.

Os movimentos ocorrem após a conclusão da 4ª emissão de cotas, realizada em janeiro deste ano, que levantou cerca de R$ 622 milhões. Parte relevante desses recursos já havia sido destinada à aquisição de um portfólio de 20 usinas solares, em operação, que adicionaram 85,9 MWp à capacidade do fundo.

Com isso, o SNEL11 consolidou posição de destaque entre os veículos listados voltados à geração distribuída de energia solar, ampliando sua presença em diferentes regiões do país.

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No mercado secundário, as cotas encerraram abril negociadas a R$ 8,68. O fundo mantém a distribuição de R$ 0,10 por cota há 22 meses consecutivos, com dividend yield anualizado próximo de 14,7%. O múltiplo preço sobre valor patrimonial (P/VP) gira em torno de 1,05 vez.

SNEL11: expansão do setor reforça previsibildade de receitas

O avanço do portfólio ocorre em um ambiente de forte crescimento da geração distribuída no Brasil. Projeções da ANEEL indicam a adição de 6,5 GW ao longo de 2026, volume significativamente superior ao registrado no ano anterior.

A energia solar deve responder por parcela relevante dessa expansão, consolidando-se como uma das principais fontes de crescimento da capacidade instalada no país.

Esse cenário tende a beneficiar ativos já operacionais e com contratos de longo prazo, como os presentes no portfólio do fundo.

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Na avaliação de analistas, a combinação entre ativos em operação, contratos com maior previsibilidade e um pipeline ainda ativo de alocação contribui para uma visibilidade de receitas acima da média do segmento.

FII ultrapassa 90 mil cotistas

A base de investidores também acompanha esse crescimento. O fundo já ultrapassa 90 mil cotistas, com liquidez diária média próxima a R$ 4 milhões no mercado secundário.

Com a alocação dos recursos da última emissão praticamente concluída e a entrada gradual de novas receitas, o mercado passa a monitorar o potencial de revisão nos rendimentos ao longo do segundo semestre de 2026, à medida que os novos ativos sejam plenamente incorporados ao fluxo de caixa.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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