Corrida por data centers reforça tese energética de FIIs como SNEL11
A expansão dos data centers na América Latina tem acelerado a demanda por energia e reposicionado ativos ligados à infraestrutura elétrica no radar dos investidores.
Nesse movimento, o Brasil consolidou-se como principal hub regional de data centers, concentrando a maior capacidade instalada e liderando também os projetos atualmente em construção no continente.
Neste contexto, veículos como o fundo imobiliário SNEL11 surge como um dos principais ativos para exposição à tese de crescimento energético impulsionada pela digitalização da economia.
O fundo mantém patrimônio líquido próximo de R$ 905 milhões e carteira composta por 20 usinas solares distribuídas em oito estados brasileiros.
Após aquisição concluída em janeiro, a capacidade instalada do portfólio chegou a 87,5 MWp, movimento viabilizado pela 4ª emissão de cotas e que praticamente dobrou a escala anterior do fundo.
Brasil lidera corrida regional por data centers
Segundo o JLL Latin America Data Center Report, o Brasil concentra cerca de 48% da capacidade instalada em operação na América Latina e 71% de toda a capacidade atualmente em construção.
O levantamento mostra ainda que São Paulo e Barueri lideram a região, com 236 MW de capacidade instalada, seguidos por Querétaro, no México, com 221 MW, e Campinas, com 181 MW.
Na sequência aparecem Santiago (166 MW), Rio de Janeiro (71 MW), Buenos Aires (45 MW) e Bogotá (41 MW).
Em 2025, a América Latina registrou entrega recorde de 184 MW de nova capacidade em colocation, superando o pico anterior de 141 MW em 2022.
O modelo de colocation consiste na locação de infraestrutura para hospedagem de servidores e equipamentos corporativos, segmento impulsionado pela computação em nuvem e inteligência artificial.
Data centers: SNEL11 entra no radar da tese energética
Com o avanço da infraestrutura digital, cresce também a necessidade de fornecimento estável e renovável de energia elétrica.
Nesse ambiente, fundos ligados à geração distribuída e energia limpa tendem a ganhar relevância estratégica.
O SNEL11 encerrou março cotado a R$ 8,54, com P/VP próximo de 1,05 e yield acumulado em 12 meses ao redor de 14%.