HGLG11 fatura mais de R$ 53,79 milhões e revela o que impactou o resultado
O fundo imobiliário HGLG11 encerrou março com resultado distribuível de R$ 43,110 milhões, sustentado por um faturamento de R$ 53,792 milhões e despesas totais de R$ 10,682 milhões.
No valor por cota, a receita gerada no período foi de R$ 1,27, enquanto o resultado efetivamente apurado ficou em R$ 1,02 por cota.
Segundo a gestão do FII HGLG11, o principal fator extraordinário que afetou o desempenho mensal foi o resultado negativo obtido na venda de cotas de outros fundos imobiliários, com impacto de R$ 0,04 por cota.
Ainda assim, no acumulado do ano, essa mesma estratégia de alienação de FIIs permanece positiva, com lucro líquido equivalente a R$ 0,12 por cota.
Mesmo diante desse efeito pontual, o fundo manteve estabilidade na distribuição de rendimentos e anunciou pagamento de R$ 1,10 por cota, depositado em 15 de abril de 2026, em linha com o patamar observado nos meses anteriores.
O Dividend Yield anualizado sobre os dividendos do HGLG11 foi de 8,0% sobre a cota patrimonial e 8,5% sobre a cota de fechamento.
Operação do fundo HGLG11 em março
Na operação imobiliária, o portfólio registrou duas movimentações relevantes de locatários ao longo do mês. No ativo Itupeva G300, a CEVA passou a ocupar a área anteriormente desocupada pela Aviiva.
Já no empreendimento de Osasco, houve a saída do Supermercado Rossi. Como consequência desses movimentos, a vacância física do fundo subiu para 3,4%.
Considerando as movimentações já mapeadas pela gestão, a projeção do fundo HGLG11 é que esse indicador avance para 5,3% em novembro de 2026.
A presença consolidada em mercados como São Paulo, Minas Gerais, Vitória, Goiânia e Rio de Janeiro tem contribuído para negociações contratuais com ganhos reais e extensão de prazos.
Atualmente, a carteira reúne 37 ativos espalhados por sete estados, somando mais de 2 milhões de metros quadrados de área bruta locável (ABL), com histórico de baixa vacância.
Mesmo com alguns espaços previstos para desocupação em Extrema e Embu, a gestão informa que essas áreas já estão em estágio avançado de negociação, enquanto o imóvel de Osasco é considerado altamente líquido, com boas perspectivas de rápida realocação.
Na frente de expansão, o fundo segue acelerando seu pipeline de desenvolvimento. O ativo HGLG Simões Filho G100 está praticamente concluído, com 99,9% da obra finalizada, galpão já em operação e licenças emitidas.
Neste momento, o projeto passa por checklist técnico e ajustes finais, restando apenas a conclusão da chamada Contenção 02, prevista para o primeiro semestre de 2026.
Além disso, o fundo HGLG11 avançou em negociações para dois novos projetos no modelo built to suit (BTS). Um deles, o empreendimento G200 de Simões Filho, já foi formalizado por meio de contrato de locação de 15 anos com a Mercado Livre.