VRTA11 lucra R$ 13,5 milhões e amplia posição em CRIs atrelados ao CDI e IPCA

VRTA11 lucra R$ 13,5 milhões e amplia posição em CRIs atrelados ao CDI e IPCA
VRTA11 Foto: Unsplash

O fundo imobiliário VRTA11 registrou lucro de R$ 13,59 milhões em março e avançou em novas alocações dentro da carteira de crédito imobiliário.

Durante o período, o fundo adquiriu R$ 64,7 milhões do CRI MRV III, com remuneração atrelada a CDI + 1,20% ao ano.

Além disso, o VRTA11 ampliou posição em operações indexadas à inflação, com aquisição adicional de R$ 4,4 milhões do CRI Summus, remunerado a IPCA + 11,50% ao ano, e mais R$ 1,1 milhão do CRI Guestier, com retorno de IPCA + 12% ao ano.

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Na gestão de caixa, o fundo também contratou R$ 50,4 milhões em compromissadas reversas com taxa média de CDI + 0,68% ao ano. Em paralelo, houve o vencimento de R$ 21,1 milhões em operações da mesma natureza ao longo do mês.

VRTA11: últimos dividendos

O fundo distribuiu R$ 0,85 por cota referente ao resultado de março e encerrou o período com reserva acumulada de R$ 0,49 por cota, montante que poderá ser utilizado tanto para obrigações futuras quanto para complementar dividendos distribuídos aos investidores.

Segundo a gestão, a maior parte dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) da carteira segue adimplente e cumprindo regularmente os pagamentos previstos. O fundo encerrou março com R$ 13,3 milhões em caixa, equivalente a aproximadamente 1% do patrimônio líquido.

FII negocia com desconto patrimonial

A gestão informou que o caixa disponível deverá ser direcionado ao pagamento de dividendos e à alocação em novas operações de CRI que seguem em análise. Atualmente, o pipeline do fundo soma cerca de R$ 60 milhões em potenciais operações que podem ser liquidadas nos próximos meses.

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Mesmo em meio à volatilidade do mercado de FIIs, o fundo manteve guidance de distribuição entre R$ 0,80 e R$ 0,90 por cota ao longo do primeiro semestre de 2026, tendo como referência o patamar atual de R$ 0,85 por cota.

Segundo o relatório gerencial, a recente desvalorização das cotas no mercado secundário está relacionada ao cenário de juros elevados e ao impacto da abertura da curva sobre os fundos imobiliários como um todo.

Com a cota negociada a R$ 77,62 no fechamento de março, o fundo apresentou dividend yield mensal de aproximadamente 1,10%, equivalente a cerca de 106% do CDI após gross-up de 15%, segundo a gestora. O P/VP do VRTA11 encerrou o mês em 0,92 vez, indicando desconto em relação ao valor patrimonial da carteira.

A inflação também segue no radar do fundo. O IPCA de fevereiro avançou 0,70%, movimento que tende a beneficiar parte relevante dos CRIs indexados ao índice de preços presentes no portfólio do VRTA11.

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foto: Vinícius Alves
Vinícius Alves
Jornalista

Jornalista formado na Faculdade Cásper Líbero. Com passagens pela Agência Estado e Editora Globo.

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