MCRE11 divulga novo pagamento de dividendos; descubra o valor
O fundo imobiliário MCRE11 anunciou a distribuição de R$ 0,11 por cota, mantendo o mesmo valor praticado desde fevereiro de 2025.
Os dividendos do MCRE11 serão distribuídos apenas aos cotistas com posição comprada no FII até o final desta segunda-feira, 18 de maio de 2026, assegurando o direito ao provento até o encerramento deste pregão.
O pagamento dos rendimentos do MCRE11 vai ser feito no dia 25 de maio de 2026, tendo como referência a competência de abril de 2026, cujos números ainda não foram informados.
Considerando a cotação de fechamento do mês de abril, que foi de R$ 9,71, o dividendo do MCRE11 representa um Dividend Yield de 1,13% ao mês.
A distribuição referente ao resultado de março de 2026, paga aos cotistas em abril, também foi de R$ 0,11 por cota, e na época foi equivalente a um dividend yield anualizado de 15% ao ano, tomando como base o preço de fechamento de R$ 9,41 naquele período.
Em abril, que foi o último resultado divulgado, o fundo imobiliário MRE11 gerou resultado de R$ 6,4 milhões, o que representa R$ 0,06 por cota.
Para sustentar o patamar de R$ 0,11 distribuído, foram utilizados na época R$ 0,05 por cota provenientes de reservas.
Parte relevante da dinâmica de resultados é influenciada pelo investimento no TRXF11, fruto da venda de ativos em dezembro de 2025.
Um veículo intermediário recebe esses dividendos e, em março de 2026, acumulava R$ 3,6 milhões (R$ 0,03/cota), que podem ser repassados ao FII MCRE11 para suprir necessidades de caixa.
Ao final do mês, o fundo apresentava R$ 0,09 por cota em reservas próprias. Somadas aos R$ 0,03 por cota acumulados no veículo intermediário, as reservas totais alcançavam cerca de R$ 0,12 por cota, montante que deverá ser utilizado gradualmente para sustentar o guidance de distribuição.
No mercado secundário, o fundo MCRE11 registrou volume negociado de aproximadamente R$ 69,9 milhões no mês, com média diária de R$ 3,2 milhões.
Carteira do fundo imobiliário MCRE11
A carteira contava com 95% dos recursos alocados em ativos-alvo, distribuídos entre 11 CRIs, um imóvel, cinco fundos estruturados e 16 fundos listados.
A composição da carteira estava distribuída entre crédito (45%), imóvel e FIIs estruturados (44%), cotas de FIIs líquidos (6%) e caixa (5%).
O carrego médio consolidado da carteira era estimado em IPCA + 9,8% ao ano, além de potencial de ganho de capital. No book de crédito e estruturados, 92% estavam indexados ao IPCA e 8% ao CDI, com taxa média de IPCA + 10,0% e CDI + 4,1%.
Por segmento, a maior exposição estava no residencial (32%), seguido por comercial (27%), logístico (23%), shopping (17%) e loteamento (1%).
Geograficamente, a concentração permanecia em São Paulo (70%), seguida pela região Sul (13%), Centro-Oeste (9%), Sudeste (7%) e Norte/Nordeste (1%).
Além disso, o fundo MCRE11 mantinha cerca de R$ 72 milhões, aproximadamente 6% do patrimônio, alocados em FIIs líquidos, estratégia voltada à diversificação e captura de yields atrativos frente aos riscos assumidos.